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Desempregados têm, por exemplo, deixado de procurar uma vaga, principalmente longe de onde moram, por falta de recursos para pagar as passagens. Altas tarifas, serviços deficitários e ameaças de violência durante o trajeto (não necessariamente dentro de veículos) são os principais fatores que estão levando o usuário a mudar sua rotina. Essas constatações são parte do relatório preliminar da pesquisa "Mobilidade e Pobreza", desenvolvida desde maio pelo Itrans (Instituto de Desenvolvimento e Informação em Transporte). Já foram pesquisados 1.600 domicílios, mas os números finais ainda vão ser trabalhados. A proposta é levantar as condições de acesso aos serviços de transporte da família de baixa renda -que recebe abaixo de três salários mínimos mensais e representa 45% da população urbana do país- e apontar possíveis alternativas para o problema. Leia
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