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Por 206 votos a 74, os juízes estaduais e do Trabalho decidiram nesta última segunda-feira, 21/07, em Brasília, entrar em greve entre os dias 5 e 12 de agosto. A principal reivindicação dos juízes é a elevação do subteto nos Estados de 75% para 90,25% do salário do chefe do Judiciário local. Atualmente o Brasil tem 16.900 juízes na ativa, sendo 3.200 trabalhistas, 12.500 estaduais e 1.200 federais, segundo a AMB (Associação dos Magistrados do Brasil), a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho) e a Ajufe (Associação dos Juízes Federais). Pela regra atual, o salário máximo pago aos servidores do Judiciário é o de um membro do STF (Supremo Tribunal Federal). O teto máximo pago hoje aos juízes estaduais é o de um desembargador (Tribunal de Justiça), que é 95% do salário de um membro de tribunal superior: STJ (Superior Tribunal de Justiça), TST (Tribunal Superior do Trabalho) e TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que por sua vez é 95% da remuneração de um ministro do Supremo, cujo salário está hoje em R$ 17.300. Pela reforma da Previdência, o subteto nos Estados seria reduzido para 75% do vencimento do Supremo. Os juízes se queixam alegando que exercem um cargo de confiança, que isso aumentaria as possibilidades de prevaricação (faltar, por interesse ou por má fé, aos deveres do cargo), que causaria um empobrecimento intelectual na categoria, pois a carreira não geraria interesse nos bacharéis em direito mais bem preparados e que não podem exercer funções paralelas à magistratura, exceto o cargo de professor em apenas uma universidade. Leia
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