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As mulheres estão dominando o ensino superior no Brasil. Elas já são 56% do total de estudantes nas faculdades. Em 1991, elas representavam 53% do total de alunos no ensino superior. Em todas as regiões e as redes de ensino, as mulheres são maioria: totalizam 1,5 milhão de alunas. Na região Norte, elas representam 57% do quadro de estudantes e na Centro-Oeste, chegam a 59%. A presença feminina é ainda maior entre os formandos - em 1999, 61% eram mulheres. Outro dado surpreendente: 51% dos docentes das universidades e faculdades no Brasil têm mestrado ou doutorado. É a primeira vez que a maioria atinge esse grau de titulação. Na rede privada os mestres e doutores são 43% do total. Em 1996, eram 28%. Nas universidades estaduais e federais, os docentes com titulação são 58% e 63% do total, respectivamente. Nas universidades
federais, o crescimento de matrículas foi o maior da década:
9,1%. Os novos alunos contam com um crescimento de vagas, mas o número
de professores ficou estável na rede federal e apenas uma nova
instituição foi aberta. Leia mais Matrícula
no ensino superior cresce 14% Leia também Professor
universitário ganha igual a taxista
O número de matrículas na rede de ensino superior do país teve um aumento de 13,7% em 2000 em relação ao ano anterior. As instituições privadas absorveram 67% das matrículas no ano passado, mas apresentaram resultados qualitativos inferiores às escolas públicas, tanto nas avaliações dos cursos quanto na titulação dos professores, ainda que tenham melhorado. Segundo dados do Censo do Ensino Superior, divulgados ontem pelo Ministério da Educação, 51% dos docentes das universidades e faculdades no Brasil têm mestrado ou doutorado - é a primeira vez que a maioria atinge esse grau de titulação. Mas na rede privada os mestres e doutores são 43% do total. Em 1996, eram 28%. Nas universidades estaduais e federais, os docentes com titulação são 58% e 63% do total, respectivamente. Para acolher os novos alunos, as faculdades privadas têm aumentado significativamente sua infra-estrutura. Em 2000, foram abertas 99 novas instituições privadas e 1.180 novos cursos. Do total, apenas 20% dos cursos tiveram conceitos A ou B no provão. Nas universidades federais, o crescimento de matrículas foi o maior da década: 9,1%. Os novos alunos contam com um crescimento de vagas, mas o número de professores ficou estável na rede federal e apenas uma nova instituição foi aberta. Nas federais, 58% dos cursos tiveram notas A ou B em 2000. O ministro Paulo Renato Souza (Educação) comemora a expansão do ensino superior. "Com o provão, passamos a ter mais conforto para permitir a expansão do sistema", disse o ministro, que não quis comentar o fato de nenhum curso ter sido fechado desde o início da avaliação do ensino superior. O ministro afirmou que o crescimento das matrículas nas universidades federais é um resultado direto da implantação da GED (Gratificação de Estímulo à Docência) em 1997. A gratificação tem sido o principal impasse entre governo e professores das federais, em greve há 92 dias. Segundo Paulo Renato, essa gratificação fez com que os professores lecionassem mais na graduação e nos cursos noturnos. O crescimento no número de matrículas em cursos noturnos foi de 14,3% no ano passado, o maior índice da década. Apesar disso, algumas universidades federais, como a da Bahia, não oferecem essa opção. O interior do país teve um crescimento de matrículas 5% maior que nas capitais. Dos 2,7 milhões de alunos do ensino superior, 1,4 milhão estudam no interior. O crescimento no número de matrículas de mulheres - que já são a maioria no ensino superior desde 1991- foi de 15%, comparado com os 12% para os homens. As mulheres são 56% da população universitária na graduação. O Ministério da Educação também identificou uma tendência de aglutinação de instituições, que transparece apesar de o sistema ter crescido 8% em 2000. As universidades estaduais foram reduzidas de 72 para 61. Em Goiás, 12 instituições se juntaram para formar uma universidade estadual. O crescimento de estabelecimentos isolados foi de 6%. O censo também revela que 64% dos alunos têm até 24 anos. É a primeira vez, segundo o órgão, que a maioria dos matriculados está na faixa etária correta. Na graduação, apenas 5% têm mais de 40 anos. O número de alunos que concluem seus cursos aumentou, refletindo a manutenção do fluxo depois dos grandes aumentos nas matrículas. De 1995 a 2000, o número de alunos que estão concluindo o curso aumentou em 28%, quatro vezes mais que na primeira metade da década.
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