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O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva está com mais uma dificuldade para formar sua equipe de governo: os baixos salários pagos pela administração pública federal. Ao mesmo tempo em que se queixa reservadamente do excesso de candidatos ao ministério e às estatais mais cobiçadas, Lula lamenta a dificuldade de atrair nomes da iniciativa privada devido aos baixos salários. Pouca gente boa está disposta a trocar os polpudos salários do setor privado pelos cerca de R$ 8 mil pagos a um ministro de Estado. Quem está acostumado a ganhar dez vezes mais por ano dificilmente se dispõe a ir para Brasília trabalhar no governo. A dificuldade maior, no entanto, está nos cargos de terceiro escalão onde os salários variam de R$ 1,2 mil à R$ 4,8 mil. Tem motorista de táxi que consegue tirar R$ 1,2 mil por mês. O pior é que o presidente eleito ainda tem que contornar um outro problema: tentar aprovar o Orçamento do ano que vem sem criar problemas com os aliados políticos. Qualquer vazamento de informação sobre nomes do futuro governo pode criar mal estar entre os poderão vir a apoiar o novo governo do PT. Esse é um dos motivos que levam Lula a dizer que só tornará público o ministério por volta de 15 de dezembro, a data-limite para o Orçamento de 2003 ser aprovado no Congresso. Leia
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