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Ter carteira assinada no Brasil se tornou luxo para muitos trabalhadores. O mercado de trabalho piorou em setembro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os motivos da piora são a maior retração da renda e o agravamento da informalidade. Em setembro, a renda caiu 14,6% na comparação com igual mês de 2002 (a nona queda consecutiva) e cresceram as contratações sem carteira e por conta própria. Segundo o diretor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, João Sabóia, há uma onda de "precarização" no mercado de trabalho e a criação de postos informais é uma das principais razões para a retração da renda, pois os salários são menores. Ele destacou ainda a disparada da inflação como causa da queda dos ganhos dos trabalhadores de 2002 para 2003. Nesse período, o número de pessoas ocupadas subiu 4,3%, o que representa a criação de 772 mil postos de trabalho.
"Para setembro, a gente previa reação do mercado de trabalho, a julgar pelos anos anteriores. É sempre um período de aquecimento. Mas o mercado de trabalho não reagiu", disse Cimar Azeredo Pereira, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Leia
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