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Para cada 20 crimes
registrados pela Secretaria de Segurança Pública no Estado
de São Paulo, uma pessoa é presa (5,4%). “E esse número
pode ser ainda menor, pois não leva em consideração
os crimes que não são notificados”, afirma o coronel
José Vicente da Silva, que foi secretário Nacional de Segurança
Pública no Uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA-USP) mostra que só 27,1% das pessoas que foram vítimas de alguma violência, nos últimos cinco anos, procuraram a polícia. Ao levantamento se acrescenta outro dado, o único até hoje divulgado pela polícia de São Paulo sobre esclarecimentos geral de delitos: em 1997, as delegacias da capital resolveram apenas 2,2% das queixas. Assim, o 1,4 milhão de delitos registrados nos nove primeiros meses do ano em São Paulo se transformariam em 4,2 milhões. Pelo raciocínio do coronel, o número de detenções, portanto, representaria só 1,4% do total de crimes (registrados ou não). Nos Estados Unidos, a possibilidade de ser preso, depois de cometer um crime, era de 20% em 2000. Entre os delitos comunicados à polícia, a maioria (59%) é formada pelos chamados crimes contra o patrimônio (roubos, furtos e seqüestros). A relação entre as prisões e o número de delitos relatados foi praticamente idêntica em 2002. No ano passado, a polícia registrou 1,7 milhão de crimes no Estado e realizou 95.449 detenções – aí incluídas as prisões em flagrante, as que resultaram de mandado judicial e os adolescentes apreendidos com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Leia
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