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Era o que faltava. O governo está chegando à conclusão de que só as Forças Armadas têm condições de abrigar o traficante Fernandinho Beira-Mar. Como nenhum governo estadual está disposto a receber o traficante, parece que vai sobrar para os militares. Aliás, ultimamente, as Forças Armadas têm sido chamadas para apagar tudo quanto é incêndio que os governos municipais, estaduais e federais não têm competência para resolver. Em fevereiro, o governo do Rio de Janeiro pediu socorro para por fim à verdadeira guerra que estava sendo travada na capital entre o narcotráfico e a polícia. Lá foram as Forças Armadas. O exército ficou de prontidão pelas ruas da cidade até que o Carnaval passasse e a situação estivesse mais calma. Agora, além de cuidar de Fernandinho Beira-Mar, as Forças Armadas devem começar a ajudar na construção de estradas e fiscalizarão obras públicas. Daqui a pouco, alguém vai levantar a hipótese de que sai mais barato qualificar a polícia do que manter as Forças Armadas. O fato é que essa alternativa mostra a decadência do poder público brasileiro. Leia
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