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Municípios do país inteiro estão deixando de usar recursos do governo federal já disponíveis que poderiam beneficiar, com comida e educação, até 1,93 milhão de crianças e jovens muito pobres. Isto significa quase 645 mil bolsas-escola estão ociosas no Brasil. Uma bolsa pode atender até três estudantes da mesma família. O benefício é oferecido pelo governo federal a famílias com renda per capita de até R$ 90 que mantenham filhos de 6 a 15 anos na escola. O objetivo é melhorar o nível educacional e combater o trabalho infantil. Só uma unidade da Federação -o Distrito Federal- usou todas as bolsas a que tem direito, segundo dados de abril do Ministério da Educação (MEC). Nenhum dos 26 Estados restantes conseguiu fazer isso. Todos deixaram de gastar alguma parte. A cidade de Amapá, no interior do Estado de mesmo nome, é uma das recordistas de sobras: está deixando de usar mais de 96% das 551 bolsas que pode solicitar. Capitais como Recife e Belo Horizonte também desperdiçam. A pernambucana não utilizou quase 69% de sua parte, enquanto os mineiros deixaram de lado cerca de 34% de suas bolsas. Leia
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