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Usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para comprar ações de empresas na Bolsa de Valores. Este é o tema das conversas entre o governo e a direção da Bolsa da Valores. A proposta já recebeu o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mas ainda teria que passar pelo Congresso. Esta não é a única idéia para novas utilizações do FGTS. Pagar as mensalidades das universidades particulares é outra das propostas. Um dos projetos permite a liberação de 30% do saldo do fundo para o custeio parcial dos estudos do trabalhador ou dos de seus filhos de até 24 anos. O banco faria uma transferência direta para uma conta da universidade. "A inadimplência está crescendo muito e o poder aquisitivo, caindo. O crédito educativo não está conseguindo atender a toda a demanda", analisa o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) autor de um dos projetos de lei. Do outro lado, o governo se queixa. "O governo já tem o Financiamento Estudantil (Fies). O FGTS é um fundo do trabalhador e é preciso ser aplicado para que mantenha a correção e o pagamento", critica o relator da Comissão de Educação da Câmara, o deputado petista Gilmar Machado. Segundo ele, o saque do FGTS surtiria pouco efeito. "Mais de 70% dos trabalhadores possuem entre R$ 2 mil e R$ 3 mil no fundo, o que daria para cobrir poucas mensalidades." Leia
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