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Um dos eventos mais badalado da decoração brasileira, a Casa Cor, em São Paulo, contará com uma ajuda especial: ex-internos da Febem, atualmente em regime de liberdade assistida, irão elaborar um painel para ser exibido em local nobre da exposição. Os jovens vão participar de todas as fases do projeto. Inicialmente, vão analisar a área em que será exibido o painel. E, num ateliê, discutirão as formas, cores e, em especial, a idéia que gostariam de passar - a partir dessa experimentação, eles trabalham sua história de vida, traduzida em arte. O trabalho faz parte de algo maior: o Projeto Agentes da Cidade. Nele, 36 jovens de baixa renda irão promover intervenções estéticas na cidade de São Paulo. Com apoio de artistas plásticos, do Governo do Estado, da Prefeitura e da Cidade Escola Aprendiz, os jovens terão aulas de grafite, escultura e mosaico, como base de suas ações. Receberão pelo trabalho - embelezar a cidade - remuneração, tal como um programa de renda mínima. Esse é apenas espelho do que a arte-educação, aliada a políticas públicas, pode fazer. Além de participarem de um processo socioeducativo, esse tipo de iniciativa, se implantada corretamente, pode desenvolver aptidões artísticas e evitar o ingresso desses meninos à criminalidade, drogas, etc. Enfim, à marginalização. Um efeito disso é o Projeto Grafitan, promovido pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que irá para incentivar os grafiteiros de oito grandes cidades brasileiras a utilizarem este meio para divulgar mensagens favoráveis à humanização do trânsito. O governo instituiu um concurso envolvendo grafiteiros de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza e vai escolher e premiar os melhores trabalhos, espalhados por locais públicos próximos de rodovias e ruas movimentadas.
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