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Segundo empresas e entidades que auxiliam a migração, os principais motivos dessa fuga são a persistente crise do mercado de trabalho e a piora contínua das condições de vida nas grandes cidades, como a violência e o caos urbano. Mês a mês, as estatísticas oficiais só atualizam recordes de desemprego, de queda da produção e dos salários. Por enquanto, com a economia à beira da recessão, sufocada pelos juros elevados, o interesse de sair do país segue forte. O anúncio de 400 vagas para trabalhar como jardineiro nos EUA atraiu centenas de pessoas a uma empresa na capital paulista. Quem mora fora também ajuda a economia do país. Em 2002, eles mandaram US$ 4,6 bilhões, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. Essa cifra corresponde a 1% do PIB brasileiro, segundo estudo de um órgão do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Desse total, US$ 1,4 bilhão entrou no país por meio das 27 unidades do Banco do Brasil no exterior -- uma aumento de 57% em relação a 2001 (US$ 890 milhões). Leia
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