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Quanto mais cedo o empreendedorismo for praticado, melhor será desenvolvido na vida adulta. Essa é a opinião do conselheiro do Banco Empreendedor de Florianópolis (SC), Paulo de Tarso Guilhon, que desenvolve junto a alunos do ensino fundamental um projeto de empreendedorismo juvenil. “Ensinar um jovem como funciona a lei do mercado desde cedo não é cruel. É uma forma de prepará-los para o mundo”, afirmou Guilhon, que conseguiu incluir no Centro Educacional Menino Jesus, em Florianópolis, uma disciplina sobre empreendedorismo na grade curricular dos alunos do ensino fundamental. Segundo ele, uma vez por semana os jovens têm uma aula sobre a história do trabalho e do surgimento do mercado no mundo. As aulas são ministradas por professores de geografia, história ou que tenham interesse em se capacitar para dar a matéria. A experiência da escola Menino de Jesus foi apresentada por Guilhon durante o primeiro dia da feira sobre educação Saber 2003, no Anhembi, em São Paulo (SP). Cada ano do ensino médio recebe uma capacitação diferente, até a formação de uma empresa no último ano escolar. “A idéia não é que os jovens ganhem dinheiro, pois tudo que é arrecadado é investido no negócio, mas que eles aprendam a calcular riscos e a serem criativos”, explica. Guilhon conta que um grupo desenvolveu uma empresa que passa filmes todos os sábados à tarde no auditório da escola. Ao perceber que a iniciativa estava dando certo, um outro grupo criou uma empresa de pipoca para vender durante as sessões. E passaram a ganhar mais dinheiro que os envolvidos com cinema. Na escola hoje há empresas de venda de pipoca, misto quente, nuggets, organização de eventos e digitação de trabalhos. “O capitalismo, porque incentiva a concorrência, acaba destruindo a capacidade criativa do ser humano. Mas os meninos perceberam que a riqueza está não em fazer igual para competir, mas em oferecer algo que ainda não tenha sido oferecido”, afirma. Os produtos e serviços são oferecidos durante o intervalo. De acordo com Guilhon, o objetivo é fazer com que os jovens trabalhem todos os dias um pouco. Alguns decidem guardar o dinheiro para a festa de formatura, outros decidem investir mais no negócio. “Os pais também participam. Afinal, o ponta-pé financeiro inicial vem da família”, disse. O Centro Educacional Menino Jesus pode ser visitado no site www.meninojesus.com.br (Bianca Justiniano – 11/09/03) |
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