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Ser canhoto ou ambidestro
não é nenhum mérito para o psicólogo Vanderlei
Danielski, diretor da clínica de Verona (Itália). Ao contrário,
é um problema a ser resolvido. Segundo o pesquisador, quanto mais
se exercita o lado direito do corpo, mais estímulos serão
enviados ao hemisfério esquerdo do cérebro, responsável,
entre outras coisas, pela capacidade de verbalização, aritmética
e análise de detalhes de cada indivíduo. A explicação parece simples: enquanto o lado esquerdo do cérebro desenvolve a discriminação táctil, o pensamento analítico/sequencial, o reconhecimento dos sinais gráficos e a criação de idéias, o lado direito é responsável por nosso sentido pictórico, interpretação a partir das formas, perspectiva e, por isso, mais difuso. “Por isso não se pode escutar música quando se estuda. O ritmo e melodia irão ativar o hemisfério direito, o que compromete nossa concentração e raciocínio”, explicou. Mas engana-se quem pensa que ser canhoto ou destro se refira apenas à mão ou ao pés. Danielski argumentou que visão, audição e a fala também devem ser levados em consideração. “Quando se fala ao ouvido de uma pessoa, prefira sempre falar ao direito. A capacidade de compreensão e memorização será mais efetiva.” E o psicólogo deu ainda outras dicas para a platéia de educadores. Um delas, refere-se ao tempo de leitura. “A distância do livro deve ser igual à distância do antebraço do aluno, além disso, a cor do chão do lado esquerdo deve ser similar ao do que ela está lendo. Isso somado dará um ambiente ideal de aprendizado”, aconselhou. Ao ser questionado sobre a coloração do piso, Danielski explicou que o olho esquerdo amplia a visão, enquanto o direito foca a leitura, desta forma um contraste muito grande poderia ser fatal para a leitura. Exagero ou não, a platéia saiu da sala pronta para desenvolver os métodos ensinados por Vanderlei Danielski. No entanto, ele advertiu que não se pode negligenciar o lado esquerdo do corpo. “Deve-se criar brincadeiras que desenvolvam ambas as partes do corpo. Afinal, o lado direito do cérebro é o hemisfério das artes e das dinâmicas afetivas”, concluiu. (Rodrigo Zavala – 17/09/2003) |
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