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Segundo Luiza, a estrutura centralizada, hierárquica e burocrática da maioria das empresas assusta não só os trabalhadores, como os jovens, que amanhã serão os profissionais de hoje. “Os jovens não podem temer o mundo do trabalho antes mesmo de ingressarem no mercado. Precisamos inovar e é papel do presidente, juntamente com o recursos humanos, ser o inspirador e o inovador do processo de gestão”, afirmou o presidente do grupo Accor, Firmin Antônio, também representante do fórum dos presidentes. O estudante do 4º ano de Direito da USP, Daniel Balanziapa, disse ainda que as empresas inibem a espontaneidade do jovem antes mesmo de começarem a trabalhar. “Os processos de seleção são tão exigentes que temos medo de sermos nós mesmos”. Durante a palestra, os representantes do fórum dos jovens fizeram menção ao jornalista e fundador da Cidade Escola Aprendiz, Gilberto Dimenstein, por considerarem sua visão de trabalho um exemplo que deveria ser seguido pelas empresas. “Dimenstein acredita no jovem como potencial desde que tenha liberdade para inovar”, comentou Balanziapa. “Os fóruns, criados para levantar as expectativas desses três nichos em relação ao mercado e vice-e-versa, apontam para questões de extrema relevância. Mas de nada adianta ficarmos só no plano da discussão - temos que colocar a mão na massa”, observou a representante do fórum dos trabalhadores Cristiane Gomes. (Marina Rosenfeld – 13/08/03) |
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