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Num país onde a economia é instável e pouco sabe-se sobre o dia de amanhã, a melhor opção para as empresas, segundo especialitas, é adotar um programa de remuneração variável. A utilização desse instrumento cresceu fortemente de 1998 para cá, principalmente nas empresas nacionais, segundo o diretor de prática de capital humano da Mercer HR Consulting, Cyro Christiano Magalhães. "Passou-se a administrar melhor todo o pacote fixo de benefícios. Executivos que antes tinham mordomias como um segundo carro da empresa, motorista e fartas verbas para viagens tiveram esse tipo de benefício cortado", disse ele. Magalhães falou ainda que com a remuneração variável é possível saber o que deve-se pagar efetivamente para um funcionário. "Já foi o tempo em que as empresas recompensavam seus funcionários com remuneração fixa. A tendência agora é a remuneração variável", afirmou o diretor executivo de recursos humanos do Banco Itaú, Fernando Tadeu Perez, durante a palestra "Remuneração: o que está dando certo e o que deu errado". Mas segundo ele, há de se tomar cuidado com esse "modismo", pois muitas companhias ainda não possuem práticas de avaliação eficazes que estejam alinhadas com o programa de remuneração. "Isso pode gerar confusão dentro da organização, pois a simples utilização do sistema não garante resultados". O diretor da Mercer HR Consulting chamou atencão para o fato de que as áreas de recursos humanos geralmente estão mais preocupadas com os conceitos e com as atividades do que com o negócio e suas vertentes. "Temos que ser menos operacionais e mais estratégicos, só assim é que conseguiremos evoluir nos sistemas para availação do processo remuneratório", complementou o diretor do Banco Itaú. Magalhães disse que apesar de ser um tema difícil de ser discutido, por ser analisado sob difentes ângulos - como do ponto de vista do recursos humanos, dos colaboradores e dos acionsitas - a remuneração ainda é um pilar estratégico fundamental na gestão de pessoas. Perez finalizou dizendo que "é hipocrisia dizer que a remuneração não é importante tanto para atrair como para reter profissionais". (Marina Rosenfeld
- 14/08/03) |
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