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Alguns exemplos de profissionais que abandonaram a rotina dos escritórios e deram uma guinada nas suas vidas apresentaram suas experiências no CONARH 2003, durante a palestra Maestria Empresarial. O público pôde presenciar desde histórias mais comuns como a de um bem sucedido funcionário de uma grande companhia que largou o emprego tradicional e montou um negócio próprio, até uma secretária que cansada da sua profissão resolveu tornar-se prostituta e um ex-morador de rua, que com cinco passagens pela Febem, transformou-se num taxista conhecido na praça.
Segundo Gabriela, que foi estudante da USP, o maior motivo que a levou para o mundo da prostituição foi porque em um trabalho “tradicional” ela jamais poderia ser ela mesma. “As empresas só estão preocupadas com sua eficiência e não com sua vida pessoal. E a ‘puta’ cumpre um papel tão importante na sociedade quanto qualquer outra profissão”. O cabeleireiro Luiz Werner, que fez um corte de cabelo em plena palestra, também é um exemplo de quem não teve medo de arriscar para mudar. Werner, dono de 26 salões de beleza em todo o Brasil, passou por 12 empregos diferentes antes de encontrar uma profissão que realmente gostasse. “Comecei a cortar cabelos por uma brincadeira”, comentou Werner que um dia ao acompanhar a prima no cabeleireiro ficou dando palpite. “Ela me disse que eu palpitava tanto que levava jeito para ser cabeleireiro. A princípio tirei sarro, mas depois percebi que poderia ser uma boa idéia”. Werner ainda deu uma dica para quem pretende mudar radicalmente de profissão: “prepare-se porque as dificuldades e os preconceitos são muitos quando se quer fazer aquilo que realmente gosta”. (Marina Rosenfeld – 14/08/03) |
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