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Para debater sobre as desigualdades e os direitos das crianças e adolescentes brasileiros, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Rede Globo promovem em Brasília, entre os dias 25 e 27 de junho, o 1° Seminário Criança Esperança - Igualdade na Diversidade. O seminário reunirá 200 pessoas, entre pesquisadores, representantes de organizações não-governamentais, técnicos de governos e de organismos internacionais, e discutirá os desafios das desigualdades e as possíveis soluções para a garantia de direitos iguais e de programas específicos para meninas e meninos com situações de maior exclusão. Na cerimônia de abertura estarão presentes a Prêmio Nobel da Paz de 1992, Rigoberta Menchú Tum ; o representante do Unicef no Brasil, Reiko Niimi; o vice-presidente das Organizações Globo, José Roberto Marinho; o governador do Estado do Acre, Jorge Vianna; o ministro Ciro Gomes (Integração Nacional); os secretários de Estado, Matilde Ribeiro (Políticas de Promoção da Igualdade Racial) e Nilmário Miranda (Direitos Humanos); os senadores Patrícia Saboya Gomes (PPS-CE) e João Capiberibe (PSB-AP). Dados da amostra do Censo Demográfico 2000 do IBGE, revelam que 27,4 milhões de crianças e adolescentes brasileiros vivem em domicílios com renda familiar per capita de até meio salário mínimo. Porém, a baixa renda familiar não é o único fator de exclusão de meninas e meninos no Brasil. Nascer na cidade ou no campo, crescer com alguma deficiência, ser parte de uma família com renda per capita menor que meio salário mínimo, ser menino ou menina, branco ou indígena, viver no Sul ou no Nordeste. Todos esses fatores ainda determinam no Brasil o acesso de crianças e adolescentes a serviços de saúde, de educação ou se será preciso trabalhar antes dos 15 anos de idade. Entre os temas a serem debatidos no seminário estão a mortalidade na infância, o acesso à pré-escola e ao ensino fundamental, a exploração do trabalho infantil, os riscos do HIV/AIDS e da morte por causas externas e suas relações com raça e etnia. Também estarão em pauta a renda familiar, gênero, ter ou não deficiência, morar em áreas urbanas ou rurais ou a região geográfica do país onde vivem crianças e adolescentes. Os dados obtidos nos fóruns servirão de base para um documento que será entregue à Presidência da República, em outubro, para a formulação de políticas públicas e programas de eliminação das iniqüidades. A cerimônia de abertura e o seminário serão restritos a convidados. (Rilton Pimentel - especial para o site Aprendiz) |
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