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Cem milhões de crianças não têm direito à educação e 2/3 delas são meninas. Quarenta e cinco porcento das crianças e adolescentes brasileiros são pobres. Setenta e quatro porcento delas vivem na área rural. Sessenta porcento das crianças afrodescendentes e 70% da população indígena vivem em situação de pobreza. A taxa de mortalidade entre crianças e adolescentes pobres é de 81,6% enquanto a das crianças ricas é de 29%. Esses foram alguns dados apresentados pela professora Flávia Piovesan, da PUC - SP, que nortearam conferência de abertura Diversidade, eqüidade e direitos humanos no primeiro Seminário Criança Esperança - Igualdade na Diversidade, hoje pela manhã (26/6), no Hotel Nacional em Brasília. A professora destacou a importância de se reconceitualizar os direitos humanos com novos recortes de gênero, raça, etnia, região e situação econômica e social para a expansão completa das potencialidades. "Temos que viver a igualdade somada às diferenças." Oscar Vilhena, diretor executivo da Conectas Associação de Direitos Humanos, fez uma reflexão sobre a falta de acesso e ineficácia dos direitos humanos e falou sobre o impacto da desigualdade, geradora da exclusão moral, iniqüidade, invisibilidade e marginalização do indivíduo. Segundo Nilmário Miranda, Secretário Especial de Direitos Humanos, um dos grandes desafios do atual governo é a implementação das leis para diminuir as desigualdades, gerando novas perspectivas com a criação de cargos paradeficientes, negros, mulheres e sentenciados. Organizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Rede Globo, o Seminário reúne até sexta-feira (27/6), cerca de 200 pessoas, entre pesquisadores, representantes de organizações não-governamentais, técnicos de governos e de organismos internacionais. (Rilton Pimentel,
da Andi - especial para o site Aprendiz) |
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