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"A sociedade deve reconhecer a iniqüidade para que o desnível social seja efetivamente extinto. Se a discriminação continua, a diversidade deixa de ser um fator de oportunidade, para se transformar em uma representação da discriminação", ressaltou o oficial de projetos senior na Divisão de Políticas e Planejamento na Sede do UNICEF, Alberto Minujin, ao abrir a conferência Situação da Criança e do Adolescente no Brasil e no Mundo no 1º Seminário Criança Esperança - Igualdade na Diversidade. Segundo Minujin, a atual referência de medida da pobreza no mundo e a média de quantos dólares uma pessoa gasta por dia são medidas de consumo, mas não medem quantas crianças pobres existem no mundo. "Sabemos quantas pessoas vivem com menos de um dólar por dia, mas as crianças pobres são invisíveis", afirmou. A medição da pobreza das crianças brasileiras utilizada no Relatório da Situação da Infância e Adolescência Brasileira 2003, que tem como base as pesquisas domiciliares feitas pelo IBGE, leva em conta questões como nutrição, saúde, escolaridade da criança e dos pais, acesso à água, entre outros dados. Marcos Segone, oficial de Monitoramento e Avaliação do UNICEF no Brasil, alertou para a necessidade de se desagregar os dados nacionais para que se tenha uma dimensão da importância que o combate à iniqüidade social tem ações de redução da pobreza. De acordo com o oficial,
45% das crianças brasileiras sofrem por questões de renda.
Mas, nesse total, 75% delas são indígenas, 78% afro-descendentes
e 35% brancas. Das crianças que não freqüentam a escola,
50% pertencem às classes mais pobres, contra 13% dos mais ricos.
Com relação ao acesso à água potável,
6,8% que estão na área urbana não têm acesso,
bem como 54,6% das crianças que vivem na área rural. (Rilton Pimentel,
da Andi - especial para o site Aprendiz) |
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