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Se as escolas da rede municipal de ensino de São Paulo incutem preconceitos de gênero em seus alunos, mesmo que despretensiosamente, essa situação irá mudar se depender dos participantes do Seminário Gênero e Educação: Educar para a Igualdade. Nele são discutidas as formas que a educação perpetua alguns tipos de desigualdades entre meninos e meninos. O evento foi desenvolvido pela Coordenadoria Especial da Mulher e Conselho Britânico, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e o Núcleo de "Estudos de Gênero, Educação e Cultura Sexual" (EdGES) da Faculdade de Educação da USP. Desta forma, espera-se que as discussões priorizem as formas de ensino que, voltadas à cidadania, sejam condutoras de uma sociedade mais justa para homens e, principalmente, mulheres. Para acalorar os debates foram compostas mesas temáticas mistas, com a participação de especialistas brasileiras e britânicas e de representantes da Administração Municipal (Coordenadoria Especial da Mulher e Secretaria Municipal de Educação). Nelas estão sendo discutidas temas como: políticas educacionais, juventude, fracasso escolar, sexismo e racismo em livros didáticos. Todos, claro, apoiados no eixo do evento, gênero. O término das discussões está previsto para o dia 28 de março, quando, espera-se, professores (as), coordenadores (as) pedagógicos, profissionais dos Núcleos de Ação Educativa (NAE), representantes de ONGs e entidades feministas, estejam mais preparados para enfrentar essas questões em sala de aula. No entanto, não deixa de ser curiosa a falta de debates sobre sexualidade dos alunos. Um assunto espinhoso que poucas vezes é trabalhado pelos professores, apesar da constante pressão dos alunos. Uma falha significativa, mas que não tira o mérito do evento.
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