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| Professor australiano reclama de salário Aqui, um professor de escola primária pública ganha por volta de R$ 5 mil por mês, com direito a três meses de férias. Eles acham pouco. Talvez porque o salário mínimo australiano seja equivalente a R$ 1.920 por mês. A brasileirada que vem para cá estudar e acaba trabalhando de garçom meio período consegue tirar mais ou menos isso. Grana suficiente para pagar as contas. E ainda sobra para passear de vez em quando. O salário médio australiano gira em torno de R$ 3.200. Mas mesmo quem está desempregado não passa fome - recebe uma boa ajuda do governo. No mínimo R$ 320 por mês, se for estudante, abaixo de 18 anos e morar com os pais (a renda da família precisa ser inferior a R$ 2 mil mensais). Desempregado solteiro com filhos tem direito a cerca de R$ 760 por mês, o mesmo que desempregados solteiros acima de 60 anos. O governo também ajuda no aluguel e em remédios, dependendo do caso. O sistema de seguro-desemprego era a maior moleza até esse ano. A partir de junho, o pessoal teve que assinar um termo de compromisso, e agora só recebe quem consegue provar que realmente está à procura de emprego. Quem participa de programas de qualificação de mão-de-obra do governo recebe mais R$ 40 por mês, além de conseguir emprego mais fácil. Todo esse esforço num país onde a taxa de desemprego era de 6,4% em agosto (ultimo mês disponível). O índice é maior entre imigrantes (8,1%), principalmente porque a maioria chega aqui sem falar nada de inglês. E o governo também ajuda esse povo, dando cursos profissionalizantes e de inglês grátis. Mesmo com tudo isso, você anda por aí e vê uma cambada de "neo-hippies", que devem engambelar bastante o governo para viver do seguro-desemprego. Tenho a impressão de que teríamos muitos como eles no Brasil, se o sistema fosse a "mãe" que é o Estado australiano.
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