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| Australianos estão na cola da globalização Em artigo no Sydney Morning Herald (um dos mais importantes diários da Austrália), a colunista Elizabeth Knight Abacus reclama da falta de visão do governo com relação a executivos estrangeiros recebendo altos salários por aqui. Para o governo, estes CEOs e afins têm privilégios demais. A jornalista aponta outro lado do problema: "se a Austrália tivesse gasto tudo o que gastou de dinheiro e tempo treinando a elite de seus atletas no treinamento de executivos, não precisaria contratar talentos no exterior". Os jovens australianos que estão prestes a entrar na faculdade vão ajudar o país a correr atrás do prejuízo. Entre o meio de outubro e o meio de novembro, eles vão se submeter ao High School Certificate (HSC - Certificado de Ensino Médio). Este "Enem" australiano não abrange só o conteúdo que temos no Brasil. Nos dois últimos anos de escola daqui, os estudantes já escolhem entre disciplinas mais específicas, para ter uma introdução do que encontrarão na faculdade. Fazem, então, o HSC escolhendo as matérias em que podem se dar bem, combinando o que dará mais pontos para a faculdade que querem entrar. Algumas matérias do HSC são obrigatórias, como inglês e matemática. Das não obrigatórias, administração e ciência da computação foram as que mais inscrições tiveram para o exame deste ano. Dos 63 mil jovens que farão o HSC, 16.615 prestarão administração e mais de 15 mil, ciência da computação. PS: Lembram da história de financiamento de escolas privadas? Tá a maior chiadeira aqui, com o governo dando uma verba extra de R$ 1,4 milhão ao ano para uma escola que tem 15 campos de críquete, cinco quadras de basquete, piscina olímpica coberta e academia, enquanto, na mesma região, uma escola sem nada dessas coisas vai receber só mais R$ 4 mil ao ano! A verba é distribuída conforme o número de alunos. O problema é que a maioria esmagadora destes estudantes são de famílias de classe alta mesmo. |
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