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| Para "gringos", Brasil é sem pé nem cabeça É difícil
explicar para os "gringos" (no caso, não-brasileiros,
porque Semana passada, éramos cinco brazucas tentando fazer um polonês entender como alguém sobrevive com um salário de R$ 150 por mês, tendo que pagar aluguel, ônibus, comida e tudo mais. "Mas por que
as pessoas não procuram empregos melhores?". Resposta geral:
falta Educação. "Mas elas não frequentam escolas
públicas?". Risadas brasileiras. Resposta: não, elas
precisam trabalhar desde pequenas e, mesmo quando frequentam, não
adianta - as escolas públicas são péssimas no Brasil.
Outro dia, um australiano
que já esteve no Brasil tentava convencer um "Você vê uma família pobre, pai, mãe, filhos, passando fome na rua e, na esquina, tem um monte de comida, com enfeites, velas. Um banquete, mas ninguém pode encostar porque faz parte de umas crenças". Três segundos para eu captar que ele estava falando de macumba. Um professor alemão, então, não se conformava com o fato das melhores faculdades brasileiras serem gratuitas, enquanto nosso ensino fundamental público é lamentável. Nem a gente que nasceu
aí entende o Brasil. Imagina se a realidade
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