|
|||||||||||||||||||||||||
| Governo e sociedade trabalham pelo fim da prostituição infantil na Tailândia Diante da situação vergonhosa da prostituição de menores, o governo tailandês começou, em 1994, a tomar uma série de resoluções. Formulou um programa chamado Sema Life Development (Sema Hana Chivit em tailandês, que significa "desenvolvimento através da educação"). A idéia foi financiar meninas em risco de se tornarem prostitutas para que elas permanecessem estudando. Ao invés de largar a escola para trabalhar aos 12 ou 13 anos, o Estado forneceu bolsas de estudo para que elas estudassem mais três anos. Avaliadores do programa, que terminou em 1996, apontaram o relativo sucesso da iniciativa, com jovens conseguindo empregos com mais facilidade e maior satisfação em relação a outras que não participaram do projeto. Mas outras intervenções são necessárias, como a melhoria da situação sócio- econômica das famílias e a educação de pais, comunidades e sociedade sobre o problema. Os avaliadores sugeriram ainda a promoção de empregos para as graduandas do programa e o prolongamento do financiamento dos estudos por mais três anos (dos 16 aos 18 anos). Em 1997, outro programa nacional implementado pelo governo, e que deve terminar só em 2006, treinou a polícia para lidar com casos de prostituição infantil. As leis também tornaram-se mais rígidas, com punições maiores para quem for pego traficando ou prostituindo menores. Uma rede de ONGs e instituições governamentais desenvolve uma série de projetos, principalmente no norte da Tailândia, com atividades para crianças, famílias e comunidades. Bolsas de estudo, cursos profissionalizantes, atividades culturais, campanhas e até um grupo de teatro fazem parte das atividades, com resultados positivos. Apesar do número de bordéis estar diminuindo na Tailândia, aumenta a quantidade de bares e outros estabelecimentos de fachada. Saindo à noite por cidades grandes e pequenas, é fácil ver restaurantes com garotas na porta. Como "luz no fim do túnel", o pesquisador Simon Baker publicou um estudo avaliando que a prostituição infantil sofreu queda na Tailândia ao longo das duas últimas décadas. Influenciando e provando a mudança, segundo ele, estão a diminuição da taxa de fertilidade, o aumento das matrículas escolares, o medo dos pais em relação à Aids e a maior rigidez das leis. Suas conclusões foram criticadas por outros pesquisadores, que avaliam que os números vêm aumentando. Mesmo "otimista", Baker aponta que pobreza, demanda de estrangeiros, descontinuidade escolar, desestruturação familiar, drogas e início cada vez mais precoce da vida sexual continuam sendo fatores de pressão sobre a prostituição infantil. Isso vale para a Tailândia e para qualquer outro lugar. PS: Confira os projetos de erradicação da prostituição infantil desenvolvidos por ONGs no norte da Tailândia. |
|
|||||||||||||||||||||||