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O Programa de Financiamento Estudantil (Fies), do Ministério da Educação (MEC), está oferecendo 40 mil novas vagas. Os estudantes deverão se inscrever de hoje até o dia 27 de setembro, somente pela Internet. Leia mais.
Cerca de 400 universitários que bebiam exageradamente estão participando de programa inédito no Brasil para reduzir os danos do álcool. O programa está trazendo ótimo resultados no desempenho e rendimento escolar dos alunos. Leia mais.
O Fies já financia mais de 183 mil estudantes em todo o País. Os contratos assinados atingem cerca de R$ 1,3 bilhão. Em relação ao antigo programa de Credito Educativo (Creduc), a inadimplência é baixa. Representa apenas 3% do total financiado. A inadimplência do Creduc chegou a 60%. Isso apesar de a média de atendimento do Fies ser maior: cerca de 64 mil alunos por ano contra a média de 22 mil alunos por ano do Creduc. Os estudantes selecionados pelo Fies podem financiar até 70% do valor da mensalidade cobrada pela instituição de ensino. Os juros são de 9% ao ano, capitalizados mensalmente e, durante o curso, abatidos a cada três meses em parcelas não superiores a R$ 50,00. No primeiro ano após a formatura, o estudante paga ao Fies valor equivalente à parcela não financiada de sua última mensalidade (se financiou 70%, paga 30%). O saldo devedor restante será parcelado em até uma vez e meia o tempo do financiamento. O valor das prestações será calculado pela tabela Price. O financiamento é retroativo ao início do semestre (julho). Os critérios de seleção consideram a renda familiar, o número de pessoas da família, o fato de o candidato não ter moradia própria ou já ter curso superior completo, e ainda a existência de doença grave ou outro estudante de faculdade paga no grupo familiar. As informações são prestadas pelos estudantes no ato da inscrição e processadas em sistema de elevado padrão de segurança operado pela Caixa Econômica Federal. As informações prestadas pelos estudantes são checadas pela Comissão Permanente de Seleção e Acompanhamento do Fies, formada em cada faculdade por dois estudantes, dois funcionários e um professor da instituição. Dados incorretos eliminam o aluno. O Fies é inspecionado pelo Ministério da Educação, Caixa Econômica Federal e Controladoria Geral da União. A exemplo das seleções anteriores, as inscrições somente poderão ser feitas pela Internet, nos endereços do MEC ou da CAIXA . As instituições de ensino superior devem colocar equipamentos à disposição de seus estudantes para o preenchimento da Ficha de Inscrição. Os 180 mil alunos já beneficiários do Fies têm prazo até 6 de setembro para aditar (renovar) os contratos. O prazo que vencia em 31 de agosto foi prorrogado por causa da demanda dos últimos dias. A renovação é semestral e obrigatória para os estudantes que assinaram contratos de financiamento com a Caixa Econômica Federal (CEF). De acordo com o diretor do Fies, Aurélio Hauschild, quem perder o prazo terá o contrato suspenso por seis meses. Para aditar o contrato, o aluno precisa ter aprovação de 75% das matérias que cursou no último semestre letivo e estar em dia com a parcela trimestral de juros, valor que não ultrapassa a R$ 50,00. O aditamento pode ser simplificado ou não. O simplificado é para os estudantes que não fizeram modificações de endereço, fiador ou curso no último semestre. Nesse caso, basta o aluno procurar a Comissão de Seleção e Acompanhamento do Fies na faculdade onde estuda e assinar o Termo de Anuência. Já o aluno
que fez mudanças no seu cadastro deve ir à Comissão
para apanhar o documento Regularidade de Matrícula, fornecido pela
faculdade, e levá-lo à agência da CEF, onde comunica
as alterações cadastrais e assina a renovação.
(MEC)
Cerca de 400 universitários que bebiam exageradamente estão participando de programa inédito para reduzir os danos do álcool sem que precisem parar de beber. Depois de seis meses, completados agora, o número de acidentes provocados por eles caiu pela metade. Além disso, a grande maioria reduziu o consumo de bebida, melhorou o desempenho nos cursos e teve menos ansiedade. O programa, aplicado a estudantes do primeiro ano da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) de Botucatu, segue modelo implantado por Alan Marlatt, titular de psicologia clínica, na Universidade de Washington (EUA). O programa e os resultados parciais de Botucatu foram apresentados na 1ª Conferência Internacional sobre Consumo de Álcool e Redução de Danos, encerrada na sexta-feira em Recife. "O objetivo é reduzir as consequências nocivas para os jovens e para o entorno", diz Marlatt. "Não é preciso parar de beber para participar", diz Florence Kerr-Corrêa, titular de psiquiatria da Unesp e coordenadora do projeto. Esse pressuposto fez com que a maioria dos que revelaram em questionário beber em excesso participasse do programa. Os "selecionados convidados" estavam no grupo que Florence classifica de "beber se embriagando", que não bebem todo dia, mas se embebedam a ponto de dar vexame, vomitar e não ir à aula. Cerca de 25% dos jovens estavam no estágio de maior risco para acidentes de trânsito. Entre os que bebiam mais, 12% já tinham se acidentado. O programa consiste numa entrevista de uma hora que se repete duas semanas depois. O estudante informa sobre seu histórico familiar, suas práticas e expectativas, quanto bebe, quando, como e por que bebe. Em troca, recebe informações e orientação individualizadas e fica sabendo, ao contrário do que pensava, que está no grupo que mais bebe e está correndo riscos. Aprende a avaliar o efeito de cada drinque e a adotar práticas como beber espaçadamente, tomar líquidos, não beber de estômago vazio e jamais dirigir embriagado. "É uma entrevista motivacional, uma relação de empatia, não de confronto", diz Marlatt. "Mostramos os efeitos do álcool e damos apoio a qualquer iniciativa para diminuir os riscos e a bebida." Os estudantes de Botucatu deverão ser seguidos por dois anos. Por conta dos resultados preliminares animadores, Florence e sua equipe já estão treinando professores de outras escolas, como a Unicamp, de Campinas. (Folha de S. Paulo - 02/09/02)
O diretor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, vinculada à Universidade de São Paulo (USP), nomeia comissão com o objetivo de criar curso de graduação interunidades. (Último Segundo - 02/09/02) Superlotação, necessidade urgente de reformas e aproximadamente R$ 28 mil em dívidas. Estes serão os principais problemas que o novo diretor da Casa do Estudante Fluminense, em Niterói, terá de enfrentar. A situação da casa - que abriga estudantes do interior que vêm para o Rio ou Niterói - é caótica. Como a entidade não recebe verbas do Estado há um ano e meio, as paredes têm infiltrações, os cômodos minúsculos acomodam até sete pessoas e estudantes dormem em colchões espalhados pelo chão. A precária condição do lugar acaba dificultando a convivência. Não são raras as queixas de brigas ou furtos registradas na polícia. Sem diretor nomeado desde 2000, o espaço, com capacidade para 45 pessoas, hoje abriga 60. Desde a saída da última direção, vigora uma espécie de autogestão, na qual os moradores se organizam para realizar processos de seleção. Para Leni Medeiros, chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação, a casa é uma anomalia que não deveria estar sob a responsabilidade do Estado, uma vez que 80% dos residentes estudam na UFF. (Jornal do Brasil - 02/09/02) |
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