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A comissão criada pelo Ministério da Educação (MEC) para analisar o sistema de avaliação do ensino superior propôs que o Provão passe a ser realizado em duas etapas. Leia mais:
Dezesseis professores do Curso de Jornalismo e um do de Rádio e TV da Faculdade Cásper Líbero anunciaram ontem (01/09) demissão coletiva, após um longo impasse com a direção da instituição. Leia mais:
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A comissão criada pelo MEC para analisar o sistema de avaliação do ensino superior propôs ontem ao ministro Cristovam Buarque (Educação), ao apresentar o relatório final, que o provão passe a ser feito por amostragem e que seja realizado em duas etapas da vida do universitário. A idéia, caso seja encampada pelo ministério, é comparar os resultados dos alunos numa etapa inicial do curso e no momento em que eles se formam. Dessa maneira, será possível ter um indicador de quanto o curso contribuiu para a formação do estudante. As principais sugestões dessa comissão serão apresentadas hoje pelo ministro em Brasília. Cristovam já decidiu que repassará as propostas para a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, para que elas sejam debatidas publicamente. A equipe de técnicos que fez parte da Comissão Especial de Avaliação da Educação Superior tentou criar um sistema de avaliação mais integrado e abrangente do que o atual. Para alguns membros da comissão, a proposta deixa mais rigoroso o sistema de credenciamento de instituições. Hoje, o sistema de avaliação tem como base o provão - que distribui conceitos que vão de A a E de acordo com a nota de todos os formandos que são obrigados a fazer uma prova- e a visita de uma comissão de especialistas - que avalia a titulação do corpo docente e as condições de oferta do curso. A comparação de notas de entrada no curso e de saída era uma reivindicação comum das instituições que eram mal avaliadas. Elas argumentavam que, ao receber um conceito C em determinado curso, poderiam estar fazendo um esforço maior do que uma instituição que recebeu conceito A, o melhor. Isso porque a turma que fez o provão e deu ao curso o conceito C pode ter entrado na instituição com um nível muito baixo, próximo de um conceito E, o pior. Por outro lado, o curso com conceito A poderia já ter pego alunos com um nível que os colocaria entre os melhores. Ou seja, essa última instituição teria agregado pouco conhecimento a um grupo de estudantes que já teria chegado bem preparado ao curso, enquanto a outra instituição pode ter se esforçado mais para melhorar o nível dos alunos. As propostas, caso encampadas pelo ministro e pelo Congresso, manterão o provão - exame mais polêmico do sistema de avaliação -, mas com mudanças, como prometera Cristovam. (Folha de S. Paulo – 02/09/03)
Dezesseis professores do Curso de Jornalismo e um do de Rádio e TV da Faculdade Cásper Líbero anunciaram ontem sua demissão coletiva, após um longo impasse com a direção da instituição. Os professores haviam liderado uma greve de dez dias no mês passado, exigindo que recontratação do ex-coordenador de Jornalismo Marco Antônio Araújo, demitido em 2002 por protestar contra a decisão da faculdade de aumentar o número de estudantes por classe. Num acordo firmado no começo do ano, a fundação se comprometia a não proibir a recontratação. Mas o diretor da instituição, Erasmo de Freitas, manteve o veto ao retorno. Depois de pressão de professores e alunos, a decisão foi submetida ao Conselho Técnico Acadêmico. Presidido por Freitas, o órgão, formado por representantes de alunos, professores e da direção, manteve a decisão. “Apesar do risco da falta de continuidade no curso, achamos que, diante de todas as arbitrariedades que foram cometidas, a demissão era mais correta e ética do que uma simulação de tolerância”, disse Mario Vitor Santos, atual coordenador do curso de Jornalismo. A fundação vai esperar que cada um dos professores envie sua carta de demissão para depois anunciar as medidas que pretende tomar. Incluindo os demissionários, os dois cursos têm 41 professores. A decisão dos docentes dividiu os alunos, que trocaram ofensas ontem durante reunião com a direção. (O Estado de S. Paulo – 02/09/03) |
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