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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acha que as universidades devem passar por quatro desafios no século XXI: retomada do pensamento de vanguarda; resgate da legitimidade do diploma e do sucesso do aluno: distribuição do saber e instrumento social das necessidades da comunidade. Leia mais:
Mesmo com o anúncio de ter mais reforço na área da segurança, bandidos e vigilantes travaram novo tiroteio no câmpus da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Surpreendidos com os tiros na manhã de ontem, os estudantes voltaram a reclamar do risco de serem atingidos por balas perdidas. Leia mais:
Adequar a Universidade
aos desafios do século XXI é uma das metas do Ministério
da Educação. 'O presidente Lula quer deixar a marca dele
na universidade brasileira em quatro princípios: retomada do pensamento
de vanguarda; resgate da legitimidade do diploma e do sucesso do aluno;
distribuição do saber e instrumento social das necessidades
da comunidade', explicou, na Comissão de Educação
do Senado, o ministro Cristovam Buarque. (Último Segundo - 02/04/03)
"Estou indignado com a audácia desses ladrões. Eles ignoraram a presença da polícia e derrubaram nossa concretagem", disse Roberto Medronho, diretor do Nesc. O perigo iminente de um novo assalto, segundo Medronho, deixou os alunos preocupados. Durante o dia, o clima foi de tensão. Muitos estudantes pediram para ser dispensados mais cedo das aulas. Se fomos assaltados pela manhã, o que se pode esperar para as cinco da tarde? Estou extremamente preocupado com a integridade física de todos nós, comentou Medronho. Os constantes assaltos e atos de violência no campus levaram professores e alunos dos cursos de licenciatura em química e física a suspenderem as aulas por dois dias. Na noite de ontem, eles participaram de uma assembléia com representantes da Reitoria para cobrar mais segurança na Cidade Universitária. Os alunos e funcionários esperam melhorias nas condições do campus, principalmente no que diz respeito à iluminação e ao policiamento. Desde a semana passada, a Cidade Universitária vem recebendo reforço no policiamento noturno e em áreas consideradas críticas. O reitor em exercício da UFRJ, professor Sérgio Fracalanzza, promete para os próximos dias uma ação conjunta no campus, unindo a Polícia Federal, o 17º BPM (Ilha do Governador) e a Guarda Municipal. Depois dos últimos episódios, recebemos o reforço do policiamento. No entanto, acredito que ainda não foi o suficiente - reconheceu Medronho. (Jornal do Brasil - 03/04/03)
A polêmica sobre o sistema de cotas raciais para os afrodescendentes nas universidades públicas será debatida na Comissão de Educação. O requerimento para a audiência pública, do deputado Gilmar Machado (PT-MG), foi aprovado nesta quarta-feira. 'Teremos que enfrentar essa discussão com o governo federal, justamente para criar um sistema que contemple uma política afirmativa de inclusão social dos afrobrasileiros que não prejudique os demais postulantes às vagas', salientou o parlamentar. O deputado Luiz Alberto (PT-BA), coordenador do Núcleo de Parlamentares Negros do PT, disse que essa polêmica, causada a partir da reclamação de estudantes do Rio de Janeiro que se sentiram prejudicados pelo processo seletivo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, já era prevista, pois não houve o aumento no número de vagas nas instituições. Gilmar Machado, que integra o núcleo, disse que a sociedade brasileira não pode fechar os olhos à exclusão dos afrodescendentes em relação à escolaridade. No caso das universidades, os números falam por si: apenas 2% são afrodescendentes, percentual que ainda não leva em conta cursos mais concorridos, como medicina, direito e engenharia, onde a presença é ainda menor. 'Diante da dívida histórica do Estado com a população afrodescendente, entendemos ser necessário realizar uma 'discriminação positiva', no caso o estabelecimento de cotas, a fim de superar o fosso social que tem origens históricas na condição social imposta ao negro', afirmou. (Agência PontoEdu - 03/04/03) |
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