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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que o plano de expansão de vagas no ensino superior estadual deve ocorrer sem que as universidades recebam uma cota maior de verbas do ICMS. Segundo ele, a ampliação deve ocorrer apenas com o aproveitamento da capacidade ociosa das universidades e estrutura material do Estado, além de "recursos pontuais" para implantar novos cursos. Leia mais
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ontem (02/08) que o plano de expansão de vagas no ensino superior estadual deve ocorrer sem que as universidades recebam uma cota maior de verbas do ICMS. Segundo o governador, a ampliação deve ocorrer apenas com o aproveitamento da capacidade ociosa das universidades e estrutura material do Estado, além de "recursos pontuais" para implantar novos cursos. Em julho, Alckmin se reuniu com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo) e deu seu apoio a um projeto que prevê a criação de cerca de 120 mil vagas nas três universidades nos próximos 10 anos. O governador não definiu, porém, se as universidades receberão uma verba anual fixa para a manutenção dos cursos. Atualmente, as universidades estaduais de São Paulo funcionam com uma receita equivalente a 9,58% da arrecadação de ICMS no Estado e são autônomas. "Nós não pretendemos aumentar o percentual [do ICMS]", diz. "Podemos ajudar com prédios do governo -que podem ser colocados à disposição e evitar novas construções- e equipamentos." Segundo ele, um "aporte financeiro" teria de ser conseguido de maneira alternativa com a iniciativa privada, prefeituras, governo federal ou o próprio Estado. A expansão seria sustentada em dois pontos. "Primeiro, as universidades buscarem mais eficiência: com o mesmo dinheiro, atender mais alunos. Segundo, fazer parceria para atrair recursos novos", diz o governador. Por causa da demanda, o governo pretende concentrar esforços na criação de cursos sequenciais e cursos de graduação de curta duração, como os de tecnologia ou o normal superior, para qualificação de professores de ensino básico. Alckmin colocou como exemplo do programa de expansão a construção da décima unidade da Fatec, na zona Leste de São Paulo, e a abertura de cursos da Unesp em São Vicente (litoral), que ainda não tinha faculdade pública. "Um é o curso de biologia marinha, o outro curso é de gerenciamento costeiro. Você vai verificando em cada região, onde é que tem demanda para cada tipo de curso. (...) As prefeituras cedem terreno, cedem o prédio, e o Estado também pode ajudar." Para Alckmin, o fato da universidade absorver mais alunos sem receber suplementação de verba do ICMS não causa a queda na qualidade de ensino. "Isso é feito gradualmente. Você não vai fazer uma ampliação dessas em 24 horas. Você vai fazendo onde tem custo menor, onde a necessidade é maior, onde você tem mais possibilidade de parceria", diz. Por enquanto, a única verba extra que USP, Unesp e Unicamp têm em vista é de uma emenda à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que prevê o repasse de recursos vinculados à abertura de novas vagas. O valor ainda não está definido. Mesmo com a falta de definição sobre as verbas, as três universidades já ensaiam um crescimento. Para o ano que vem foram abertas mais de mil vagas em cursos de graduação novos, que somam-se às 17 mil já existentes (Folha OnLine) |
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