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Após 110 dias, a paralisação nas universidades estaduais do Paraná pode estar caminhando para o fim, sem que a principal reivindicação dos grevistas tenha sido atendida: o reajuste de 50,03%. Leia mais
A Universidade Católica de Brasília vai oferecer aos estudantes de todos os cursos a possibilidade de fazer a disciplina "Metodologia Científica" em ambiente virtual. A novidade começa a ser implementada no próximo semestre. Leia mais
Após 110 dias, a paralisação nas universidades estaduais do Paraná pode estar caminhando para o fim, sem que a principal reivindicação dos grevistas tenha sido atendida: o reajuste de 50,03%. A retirada de apoio à greve por parte de representantes da sociedade civil de Londrina tende a enfraquecer o movimento e por isso levou otimismo ao governo. "Isso é fruto do alto grau de conscientização da sociedade de Londrina", comentou o secretário-chefe da Casa Civil, Alceni Guerra. Ele não considera, entretanto, que a decisão seja motivo de "festa" e que a batalha do governo esteja ganha. "Não podemos parar agora. Ainda há muito trabalho para convencer os manifestantes a voltar." Alceni Guerra reafirmou que o governo não vai dar aumento salarial aos professores e funcionários das universidades estaduais. Segundo ele, o governador Jaime Lerner só deixou de conceder esse reajuste porque não pode. "Há o impedimento legal, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Nós já estamos dentro do limite de gastos com pessoal previsto na legislação. Por isso, mesmo que o governador concedesse o aumento, seu ato seria nulo." Apesar de descartar o aumento aos servidores e professores, o secretário disse que o governo está pronto a dar todo o apoio de que as universidades estaduais necessitem, desde que isso não implique em reajuste salarial. Guerra ressaltou que, nos últimos sete anos, foram quadriplicados os recursos destinados às instituições de ensino superior estaduais do Paraná. A greve nas universidades estaduais começou no dia 17 de setembro. Estão paralisadas há 110 dias as universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e do Oeste do Paraná (Unioeste). A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) também entrou em greve no dia 17, mas o movimento chegou ao fim após 13 dias de paralisação. O motivo do retorno foi a confusão na lista de professores grevistas com descontos dos dias parados. Na relação de cortes estavam professores que não haviam aderido ao movimento, enquanto alguns grevistas receberam os salários integrais. A greve nas universidades estaduais do Paraná está deixando sem aulas 34.188 estudantes de cursos de graduação e pós. Este número poderia ser ainda maior se parte dos estudantes não tivesse conseguido na Justiça o direito de voltar para a sala de aula. Na Unioeste, por exemplo, acadêmicos de três cursos conseguiram liminares. Com a possibilidade de fim da greve, a grande dúvida dos estudantes é como será feita a reposição dos dias parados, justamente num período em que eles deveriam estar em férias. (Gazeta do Povo)
Os 3.700 funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) podem voltar ao trabalho após a reitoria atender uma pauta interna de reivindicações, entregue antes mesmo da greve iniciar, há 110 dias. Os principais itens do documento são a concessão de abono salarial e o pagamento em dinheiro das horas extras. Conforme o presidente da Associação dos Servidores (Assuel), Itamar Nascimento, a reitoria tem autonomia para tomar essa medida, mas o reitor Pedro Gordan afirmou o contrário. A decisão dos funcionários é uma resposta ao apelo da sociedade civil organizada para que a greve seja encerrada. Enquanto isso, ontem, durante uma reunião, representantes da UEL tentaram convencer a sociedade a continuar apoiando o movimento, mas ainda não obtiveram resposta. A nova posição dos funcionários representa uma mudança na estratégica do movimento de greve, principalmente porque foi tomada sem a participação dos docentes. O presidente do Sindicato dos Professores da UEL (Sindiprol), César Santos, disse que a categoria ainda não tem uma posição definida sobre o assunto. Nascimento disse que não há um valor definido para o abono salarial, que seria pago até que o reajuste salarial fosse definido pelo governo estadual. "O índice seria dentro das condições financeiras da UEL. Mas para isso, precisamos da transparência da reitoria para que possamos fazer uma análise no orçamento da universidade. Sabemos que há 'gorduras' que podem ser cortadas", explicou o presidente da Assuel. Segundo ele, os servidores só vão voltar ao trabalho depois que as reivindicações forem oficialmente atendidas. "Só voltamos depois que o Conselho de Administração assinar o acordo", afirmou. O reitor enfatizou que não tem autonomia para definir o abono salarial, mas outros itens das 33 reivindicações da pauta podem ser negociados. (Gazeta do Povo)
Formandos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) ingressaram ontem na Justiça com ação popular contra o governo do Paraná, UEM e Sinteemar, o sindicato dos servidores, e mandado de segurança contra a reitora Neusa Altoé, pedindo o retorno imediato das aulas, sob pena de serem responsabilizados por prejuízos ao erário público. A Justiça tem prazo de 48 horas para dar as respostas. As duas ações pedem a antecipação dos efeitos da colação de grau para os alunos que estavam com a formatura marcada para fevereiro deste ano. Na prática, os formandos querem receber seus diplomas mesmo sem concluir o ano letivo. "Não somos contra a greve, mas não podemos ser prejudicados pela negligência do estado em negociar o fim da paralisação", disse o formando Weslen Vieira da Silva, que lidera o Movimento dos Sem Formatura (MSF) na UEM. A reitora Neusa Altoé disse ontem que irá se manifestar sobre o assunto quando for notificada pela Justiça. A diretoria do Sinteemar informou que considera positiva a atitude dos formandos de lutar pelo direito de voltar às aulas. (Gazeta do Povo)
A Universidade Católica de Brasília vai oferecer aos estudantes de todos os cursos a possibilidade de fazer a disciplina "Metodologia Científica" em ambiente virtual. A novidade começa a ser implementada no próximo semestre. A disciplina possui a mesma carga horária, mesmo valor de créditos e mesmo custo que a presencial. O estudante matriculado cursará a disciplina por meio de quatro encontros presenciais (um sábado por mês, das 14h às 18h) e o cumprimento de atividades desenvolvidas ao longo da leitura de dez aulas em ambiente virtual, que ele deverá acessar por meio da internet - acesso feito de sua casa ou dos laboratórios da UCB. Além da leitura de textos, as aulas incluem participação em fóruns de discussão e sala de chat. É fundamental que o estudante disponha de acesso com facilidade à Internet e alguma familiaridade com o seu ambiente. Maiores informações podem ser obtidas no site ou pelo e-mail. (Agência PontoEdu) |
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