| |||||||||||||||
|
Facilitar o acesso às boas universidades privadas e melhorar o ensino são os principais objetivos da Fundação de Desenvolvimento do Ensino Superior no Estado de São Paulo (Fundesp). A entidade prepara o lançamento de um crédito educativo e de um novo sistema de bolsas de ensino. Leia mais
Os estudantes do curso de Letras da Universidade de São Paulo (USP) planejam novas manifestações nesta semana contra a falta de professores e superlotação das classes. Para amanhã, a promessa é fazer um enterro simbólico do curso no campus da USP. Leia mais
Democratizar o acesso às boas universidades privadas e melhorar o ensino nestas intituições. Estes são os principais objetivos da Fundação de Desenvolvimento do Ensino Superior no Estado de São Paulo (Fundesp). Recém-criada pelo sindicato das Entidades Matenedoras de Estabelecimentos de Ensio Superior (Semesp), a entidade prepara o lançamento de um crédito educativo e de um novo sistema de bolsas de ensino. Segundo o presidente do Semesp, Gabriel Mário Rodrigues, a intenção é que a fundação supra a falta de apoio econômico do governo. "Tanto os programas de apoio às escolas quanto os mecanismo atuais de crédito educativo estão muito longe de atender a demanda", afirma. Ele lembra que o principal crédito educativo do país (o novo Fundo de Financiamento de Ensino Superior) atende apenas 30% do total de interessados. "Segundo dados do Ministério da Educação, no segundo semestre do ano passado, 97.805 mil estudantes se inscreveram no programa. Somente 30 mil foram contemplados", diz Rodrigues. O presidente da Semesp afirma que o fundo deverá contribuir para a democratização do ensino privado no país. "Pesquisas recentes mostram que a maior parte dos grandes executivos do país veio da faculdade e universidades pagas. Estaremos contribuindo para facilitar o acesso de mais pessoas a um ensino superior de boa qualidade". Segundo Gabriel Rodrigues, o novo fundo funcionará nos mesmos moldes do crédito oficial. O programa do MEC é um fundo rotativo, administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF), com pagamente variável, conforme a capacidade financeira do aluno. O candidato pode financiar até 70% de sua mensalidade. O financiamento compreende todo curso. Durante o período de duração do contrato, o estudante paga trimenstralmente, como uma forma de amortização, os juros incidentes sobre o financiamento, em valor limitado a até cinqüenta reais. "Nosso programa terá algumas semelhanças. Mas ele será uma espécie de título de recebíveis, com resgate no final do contrato". Os detalhes do novo sistema de crédito educativo estão sendo avaliados por uma comissão técnica e dependem da aprovação final da Curadoria dos Fundações, do Ministério Público, para entrar em vigor. Durante a fase de lançamento, o Semesp destinará R$ 500 mil para o projeto. Posteriormente, o fundo será mantido pelas próprias faculdades particulares por meio de doações. "Essas escolas passarão, então, a ser sócias da fundação". Rodrigues acredita que o crédito educativo funcionará também como um mecanismo de desenvolvimento contínuo para as escolas. "A intenção é ampliar a oferta de vagas e melhorar a qualidade do ensino. Com o tempo, a fundação passará a ser auto-sustentável, vivendo de seus próprios recursos e ampliando também o número de atividades". A nova fundação servirá ainda para apoiar as instituições e ensino superior privado a atender a meta estabelecida no Plano Nacional da Educação até 2010, que é ampliar a população estudantil de nível superior dos auais 2,8 milhões para, no mínimo, 7 milhões. O Semesp reúne 315 instituições mantenedoras, que recebem assessoria na área jurídica, educacional, econômica, de comunicação e de informática. (Valor Online - 06/05/02)
Os alunos do curso de letras da Universidade de São Paulo (USP) prometem para esta semana várias manifestações em protesto contra a falta de professores e salas superlotadas. Na última sexta-feira, 259 estudantes vestiram-se de preto, pintaram o rosto e usaram nariz de palhaço durante protesto na Bienal do Livro, no Centro de Convenções Imigrantes. Para amanhã, a promessa é fazer um enterro simbólico do curso no campus da USP. Hoje, os estudantes farão várias reuniões para decidir os rumos das manifestações. Haverá também uma assembléia dos professores de letras. As reuniões servirão para determinar os protestos da próxima quarta-feira. A intenção dos alunos é fazer uma aula pública nas escadarias do prédio da Gazeta, na Avenida Paulista. "Um professor daria aula para todos que quisessem assistir. Ainda faltam alguns detalhes para que o protesto seja realizado", contou Adriana Calabró, da Comissão de Informantes dos Alunos de Letras. Adriana disse ainda que alunos de outros cursos podem aderir ao movimento. "O problema de falta de professores existe em toda a universidade, mas no caso do curso de letras é muito mais grave porque já há turmas sem aula", disse. (Diário de S. Paulo - 06/05/02)
As instituições federais de ensino superior já podem publicar editais para a realização de concurso público. As Portarias 1.198,1.199 e 1.200, do Ministério da Educação, publicadas no Diário Oficial da União, de 24 de abril, estabelecem a distribuição de 2.700 vagas, segundo determinação do Ministério do Planejamento. São 2.200 vagas para servidores técnico-administrativos e 500 para professores, com prioridade para o cargo de professor adjunto, com titulação de doutor. Até o final deste mês, o Ministério do Planejamento poderá autorizar o preenchimento de mais 50% das vagas aproveitando as pessoas aprovadas no concurso. O Ministério da Educação também estuda a possibilidade jurídica de transportar vagas destinadas aos contratos por emprego público para o Regime Jurídico Único e abrir novos concursos públicos ainda neste semestre. A Lei do Emprego Público deveria ter sido regulamentada no ano passado, mas o ministro Paulo Renato Souza, atendendo a pedido dos professores e servidores em greve, suspendeu o envio do projeto ao Congresso Nacional. (Gazeta Online - 06/05/02)
O esquema aluno-carteira x professor-lousa é matéria do passado para o projeto Intercâmbio Universitário da Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz), localizada em área preservada de mata atlântica, em Ilhéus, na Costa do Cacau, ao sul da Bahia. Praias e cidades dessa região, que ganhou fama nacional nas novelas da TV Globo "Renascer" e "Porto dos Milagres", estão servindo de cenário para aulas de biologia, literatura, oceanografia, história, ecologia, cultura e outras matérias ministradas por especialistas para turistas interessados em enxergar além de paisagens e monumentos. Por exemplo, a aula de literatura, que traça um panorama da obra de autores baianos e sua relação com a história e a influência do cacau na região, é dada dentro da Casa de Cultura Jorge Amado, que foi residência do escritor durante sua infância e parte da sua adolescência. Construída na década de 20 pelo pai de Amado, a casa abriga hoje um pequeno museu com objetos pessoais e painéis sobre a obra do autor de "Terras do Sem Fim", "Gabriela, Cravo e Canela", "Capitães da Areia", entre outros livros. A cultura, os costumes, a história e outros aspectos são abordados em um curso de extensão com 40 horas. O aluno-viajante aprende ao mesmo tempo em que anda pela mata, navega por rios, toma banho de lama, ouve histórias dos nativos, prova a culinária local, visita as plantações e até pisa nas amêndoas de cacau. O programa tem duração de oito dias e oferece duas opções de roteiros. O primeiro abrange apenas a Costa do Cacau, com aulas em Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Una, Uruçuca, Canavieiras e Santa Luzia. Já no segundo está inserida também, além dessa região, a Costa do Descobrimento, incluindo Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália e os municípios opcionais de Prado e Belmonte. Qualquer universitário ou profissional com nível superior pode participar, em grupos de entre dez e 40 pessoas. Variações do programa Intercâmbio Universitário também estão sendo formatadas para estudantes do ensino médio e para a terceira idade. Mais informações, na Multicultural, tel. 0/ xx/73/231-8722. (Folha de S. Paulo - 06/05/02)
O reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Mozart Neves, informou na sexta-feira (3/5) que deve recorrer à multa de R$ 5 mil que o Tribunal de Contas da União (TCU) lhe impôs na véspera. O tribunal deu quinze dias ao reitor para pagar a multa aos cofres públicos depois que um relatório constatou problemas na relação entre a universidade e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (Fade). Por meio de sua assessoria de imprensa, Mozart Neves, disse que até ontem à noite não tinha recebido nenhuma comunicação do TCU. O relatório assinado pelo ministro Valmir Campelo contesta licitações que foram dispensadas e encontra falhas em contratos e convênios firmados entre a UFPE e a Fade. O TCU audita regularmente as contas das universidades federais e, neste ano, já condenou os reitores Federal de Alagoas, Rogério Moura, e da Federal do Ceará, Roberto Cláudio Bezerra. (Agência PontoEdu - 06/05/02) |
| |||||||||||||