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Cada vez mais instituições estrangeiras começam a explorar o mercado brasileiro, aumentando o número de cursos de MBA no país. "Há uma demanda enorme e crescente por esses cursos no Brasil", diz o diretor de negócios da Universidade de Michigan, Martin McDermott. Leia mais
O British Council informou que o prazo de inscrições para o programa Chevening, que oferece bolsas de estudo para pós-graduação no Reino Unido, foram prorrogadas até o dia 10 de agosto. Os estados de Rio de Janeiro e São Paulo receberam a maior parte das inscrições, em média 30 a 40 por dia. Leia mais
Diferentemente de centenas de brasileiros que todo ano ingressam no curso, indispensável para uma carreira de sucesso na área de negócios, os dois nunca estudaram fora do País. Eles estão entre os primeiros formandos das universidades dos EUA que se instalaram por aqui há cerca de dois anos. Desde então, vislumbrando uma ótima oportunidade de negócios, mais e mais instituições estrangeiras começam a explorar o mercado brasileiro. "Há uma
demanda enorme e crescente por esses cursos no Brasil", diz o diretor
de negócios da Universidade de Michigan, Martin McDermott. "Fizemos
um estudo que mostrou o Brasil como o melhor mercado na área de
educação", endossa Jussara Philippet, uma das diretoras
da Thunderbird, escola americana especializada em negócios internacionais.
A instituição está selecionando a primeira turma
que fará em São Paulo o mesmo curso de Master of Internacional
Management (MIM) ministrado pela escola no Arizona. A Miami Ad School, especializada em publicidade e propaganda, também garantiu seu espaço no Brasil. Na semana passada, fechou uma parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Seus professores virão ao Brasil e os cursos começam em abril. "O reconhecimento da qualidade da propaganda brasileira foi um dos motivos que atraiu a Miami Ad School", diz Paulo Sérgio Quartiermeister, um dos diretores da ESPM. Especialistas garantem que há muitas razões para as universidades estrangeiras investirem no Brasil. As instituições dos EUA começam a apresentar capacidade ociosa e precisam ampliar o volume de alunos. Além disso, a legislação brasileira ajuda. MBA, MIM e outros são caracterizados aqui como cursos livres e não precisam de autorização do Ministério da Educação para funcionar. Também não são fiscalizados pelo órgão responsável pela pós-graduação no País, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes). "Nosso programa é aprovado pela lei americana", afirma o diretor da Michigan. "Competição de boa qualidade até ajuda", diz o diretor de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Antonio Carlos Manfredini. De olho na chegada das estrangeiras, a instituição, que já faz convênios com universidades de fora nos seus cursos de mestrado, agora pretende ter um curso oferecido parte no Brasil, parte no exterior, com programa elaborado em parceria com escolas estrangeiras. Enquanto nos EUA os formandos de MBAs são reconhecidos como mestres, no Brasil seus diplomas não têm validade acadêmica (com exceção do curso da FGV). Em abril, o Conselho Nacional de Educação (CNE) elaborou uma resolução que indica que os diplomas precisam ser analisados e validados por universidades brasileiras que mantenham cursos de pós-graduação reconhecidos na mesma área. "Ser estrangeiro necessariamente não significa qualidade", diz o presidente da Câmara de Ensino Superior do CNE, Arthur Roquete de Macedo. "O que interessa é o nome que a instituição tem no meio empresarial", afirma Spaolonzi, que fez o MBA na Michigan e é gerente de pesquisas e desenvolvimento da Goodyear. Rodrigo, o outro formando, diz que o fato de ter sido eleito o melhor aluno do curso da Pittsburgh trouxe ainda mais prestígio para ele na multinacional Selectron, onde trabalha. Para eles, a maior vantagem de cursar no Brasil um MBA de reconhecimento internacional é não precisar deixar o emprego para estudar. "Se você viaja, quando volta, seu lugar já pode estar ocupado por outro profissional", diz Rodrigo. Além disso, não é preciso bancar a viagem e a moradia fora do País, que encarecem mais ainda o já pesado preço de um MBA, que gira em torno de US$ 40 mil, para dois anos de curso. (O Estado de S. Paulo)
Diferentemente do que ocorre com os MBAs, o Ministério da Educação tenta regulamentar a participação de univeridades estrangeiras em cursos de pós-graduação stricto sensu. "Estava havendo uma invasão no território nacional", diz o diretor de avaliação da Capes, Adalberto Vasquez. Em abril, uma resolução do CNE determinou que as instituições parceiras de escolas estrangeiras em cursos de mestrado ou doutorado deixassem de admitir novos alunos e subtemessem os programas a Capes. Uma das que terão de seguir essa regra é a Universidade São Marcos, que oferece um mestrado profissionalizante em parceria com a Universidade de Salamanca, na Espanha. Ele não é autorizado pela Capes, mas pôde ser aberto porque a instituição tem autonomia para criar cursos. "É preciso evitar que algumas universidades criem uma filial ruim aqui", diz Vasquez. Ele explica que a pós-graduação stricto sensu exige infra-estrutura especial e os professores não podem vir aqui, ganhar dinheiro e ir embora. "Só fazemos acordos quando há ganho educacional", diz a pró-reitora da São Marcos, Luciane de Paula. Outro curso não-autorizado é o mestrado em administração das Faculdades Tancredo Neves, em parceria com a Universidade de Syracuse, dos EUA. Os alunos que puderem bancar têm a opção de fazer parte do curso no exterior. (O Estado de S. Paulo)
O British Council informou que o prazo de inscrições para o programa Chevening, que oferece bolsas de estudo para pós-graduação no Reino Unido, foram prorrogadas até o dia 10 de agosto. Segundo a entidade, que é ligada ao governo britânico, o prazo foi estendido devido à vinda do primeiro-ministro britânico Tony Blair ao Brasil e aos inúmeros pedidos de informação de interessados numa das 120 bolsas do programa. O British Council está recebendo uma média de 1.200 solicitações semanais. Os estados de Rio de Janeiro e São Paulo receberam a maior parte dos pedidos, em média 30 a 40 por dia. O programa de bolsas é destinado a profissionais em início de carreira ou com pouca experiência e cobre cursos de anuidade até 13 mil libras (R$ 42 mil). A passagem é por conta do estudante, mas a entidade garante vários benefícios, como ajuda de custo para comprar livros e roupas de frio. Para participar, os interessados devem preencher em inglês o formulário que se encontra no site do British Council e envia-lo junto com o material de apoio (documentação, cópia do diploma de graduação e média superior a 6 no teste IELTS) ao escritório do British Council em Brasília (Ed. Centro Empresarial Varig, CAN Quadra 4, Bloco B, torre Oeste, conjunto 202, Brasília (DF), CEP: 70710-920). Mais informações sobre o Programa Chevening nos sites podem ser obtidas nos sites: www.educationuk.org.br/bolsas.htm ou www.britishcouncil.org/brazil.
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