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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu que, dentro das possibilidades, destinará mais recursos para as instituições de ensino no próximo ano. Leia mais:
A greve dos professores dos cursos de Jornalismo e Rádio e TV da Faculdade Cásper Líbero ganhou o apoio dos alunos. Leia mais:
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Em encontro com reitores das universidades federais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu ontem que o Orçamento de 2004 será apertado, mas prometeu que, dentro das possibilidades, destinará mais recursos para as instituições de ensino no próximo ano. "O orçamento do ano que vem também será difícil, mas é mais fácil arrumar dinheiro para as universidades do que para outras coisas", disse Lula em audiência com 51 reitores das universidades públicas e com o ministro da Educação, Cristovam Buarque. O presidente listou, entre as prioridades para a educação, a manutenção do sistema público de ensino superior, ampliação dos cursos noturnos e a duplicação do número de vagas da graduação de 524 mil para 1 milhão, duas das reivindicações incluídas em documento entregues a ele com as propostas da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). O presidente também se comprometeu a manter um fórum de negociações permanentes com as universidades. "Não há nenhum país no mundo que tenha se desenvolvido sem universidade forte." Lula pretende manter encontros periódicos com os reitores. Na reunião, o presidente pediu apoio aos reitores para a melhoria da educação no Brasil. Ele quer que as universidades participem da alfabetização de jovens e adultos. Uma proposta anterior dos reitores previa dar créditos aos alunos alfabetizadores e formar 250 mil professores do ensino fundamental que não têm curso superior. Lula recomendou a Cristovam que inclua no Plano Plurianual (PPA) as metas para educação discutidas durante a audiência de ontem. O ministro considerou o encontro histórico. "É a primeira vez que um presidente recebe os reitores", disse Cristovam. Em discurso num encontro com prefeitos, logo após conversar com reitores, o presidente disse que ficou estarrecido ao receber do Ministério da Educação dados que indicam que 52% das crianças da 4.ª série não sabem interpretar o texto que lêem e 59% não sabem fazer as quatro operações. "Isso é tão grave quanto a situação econômica, a dívida externa ou a dívida interna do País. Durante anos se fez tanta propaganda e a gente constata que, mais uma vez, as nossas crianças não receberam o cuidado necessário." (O Estado de S. Paulo – 06/08/03)
O ministro da Educação, Cristovam Buarque, classificou como histórico a reunião realizada nesta tarde entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os reitores das 53 universidades federais, em Brasília. "É a primeira vez que um presidente recebe os reitores", disse o ministro. (Folha de S. Paulo – 05/08/03)
A greve dos professores dos cursos de Jornalismo e Rádio e TV da Faculdade Cásper Líbero, iniciada na segunda-feira, ganhou ontem o apoio dos alunos dos dois cursos do turno da manhã, que decidiram deixar de freqüentar as aulas por pelo menos dois dias. O movimento também foi respaldado por um grupo de jornalistas renomados que publica nos jornais de hoje um manifesto de solidariedade. Os grevistas defendem o cumprimento de um acordo firmado pela Fundação Cásper Líbero (mantenedora da faculdade) no início do ano, pelo qual a instituição se comprometia a não vetar a recontratação do ex-coordenador do curso de Jornalismo, Marco Antonio Araújo. O jornalista tinha sido demitido em dezembro de 2002 após liderar um movimento de docentes contra uma decisão da faculdade de aumentar o número de alunos por classe, de 45 para 50. A recontratação, que só poderia se dar seis meses após a demissão, está sendo vetada agora pela direção da escola. Os professores também exigem o afastamento do diretor Erasmo Nuzzi e da vice-diretora Tereza Vitali. "A direção não tem mais condições morais e administrativas de continuar", disse o atual coordenador do Jornalismo, Mario Vitor Santos. Segundo ele, praticamente todos os 41 professores dos dois cursos (que têm 912 alunos) estão em greve. A paralisação é por tempo indeterminado. Ontem representantes dos professores, do sindicato da categoria e da fundação se reuniram para tentar uma saída para a crise, o que não aconteceu. "A fundação fez um apelo para que os professores reconsiderassem o movimento, uma vez que a recontratação do professor Marco Araújo está descartada pela direção da faculdade", informou por e-mail a Assessoria Imprensa da fundação. Sobre o pedido de saída da direção, a assessoria disse: "A fundação descarta totalmente a mudança na direção da faculdade e considera surpreendente esta posição da comunidade acadêmica, tendo em vista que o diretor e a vice-diretora foram eleitos unanimemente por eles, em setembro de 2002." "Antes da demissão do coordenador, o quadro era bem diferente", rebateu Santos. (O Estado de S. Paulo – 06/08/03) |
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