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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou hoje (06/12) o projeto de lei que fixa em 13,2% o reajuste da verba dos salários dos professores das universidades federais. Cerca de 50 professores, que acompanhavam a votação, comemoraram a aprovação do projeto, que agora será encaminhado para o Senado. Leia mais
Duas universidades brasileiras foram selecionadas para integrar a Rede Interamericana de Formação em Educação e Telemática (RIF-ET), um consórcio internacional de oito universidades patrocinado pela Agência Internacional de Desenvolvimento do Governo do Canadá. Leia mais
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou há pouco o projeto de lei que fixa em 13,2% o reajuste da verba dos salários dos professores das universidades federais. O projeto prevê um montante de R$ 341 milhões para viabilizar o reajuste. O índice de 13,2% surgiu após o acordo feito entre o Andes (sindicato dos professores) e o governo, que sinalizou o fim da greve que durou cem dias. Os professores ameaçavam não voltar ao trabalho devido à demora na votação do projeto. O motivo da demora foi o fato da pauta da Câmara estar trancada até a última terça-feira por conta da urgência constitucional com que tramitava o projeto de lei que flexibiliza a CLT. Cerca de 50 professores, que acompanhavam a votação, comemoraram a aprovação do projeto, que agora será encaminhado para o Senado. (Folha OnLine)
Os funcionários técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) decidiram ontem entrar em greve por tempo indeterminado. Os servidores, que acabam de sair de uma greve de quase três meses, reclamam que não receberam o percentual de 26,05% referente ao Plano Verão. Por causa da paralisação, estão suspensas as atividades no centro cirúrgico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e a marcação de consultas. Hoje haverá assembléia, às 10h, nos pilotis do hospital. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da universidade (Sintufrj), somente os profissionais da UFRJ não tiveram o percentual incluído na folha de pagamento de novembro. O reitor José Henrique Vilhena de Paiva está em Brasília, onde hoje terá uma reunião com representantes do Ministério da Educação e da Advogacia-Geral da União para tentar resolver o problema. "Deve ser uma retaliação", disse o coordenador-geral do Sintufrj, Agnaldo Fernandes. (Folha de S. Paulo)
A volta às aulas nas escolas técnicas e universidades federais deve ser adiada para o início de 2002. Com a aproximação do Natal e Ano Novo, os diretores e reitores das instituições afirmam que é inviável reiniciar as atividades nas próximas duas semanas. A reabertura das federais estava prevista para segunda-feira, mas o governo só enviou ontem à noite ao Congresso o projeto de reajuste dos salários dos professores, em greve há 106 dias. A proposta de aumento de cerca de 13% será votada hoje, em sessão simbólica, na Câmara. "Eu gostaria que as aulas recomeçassem agora, mas com esse atraso a tendência e o bom senso nos levam a retornar no dia 7 de janeiro", diz o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), reitor Carlos Roberto Antunes. "Antes, no entanto, a greve tem de acabar." Ontem, governo e Congresso decidiram remanejar mais R$ 13 milhões do Orçamento da União de 2002, chegando a um total de R$ 341 milhões, para conceder os reajustes e formalizar o fim da greve, A reitora da federal de Pelotas, Inguelore Scheunemann, afirma que tentar reiniciar as aulas ainda neste mês seria "trabalhar com algo que não é real". Ela observa que estudantes de outras regiões teriam dificuldades para arcar com duas viagens em curto período, tendo em vista as festas natalinas. A formalização do fim da greve poderá acontecer amanhã. Os professores vão analisar em assembléias pelo País o projeto do reajuste salarial, que deverá ficar em 13,2%. Até o fim da tarde a proposta não fora votada na Câmara. Além dos professores, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está desde ontem com os funcionários parados por tempo indeterminado. Eles reclamam que o Ministério do Planejamento, sem nenhuma explicação, retirou da folha de pagamento de novembro o porcentual de 26,05% que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ, era pago desde 1994. (O Estado de S. Paulo)
Duas universidades brasileiras foram selecionadas para integrar a Rede Interamericana de Formação em Educação e Telemática (RIF-ET), um consórcio internacional de oito universidades patrocinado pela Agência Internacional de Desenvolvimento do Governo do Canadá. A rede é coordenada pelo Colégio de Las Américas, de Montreal. O governo canadense destinou US$ 400 mil para a rede, que deve operar até 2005, em programas de capacitação de gestores e técnicos em Ensino A Distância (EAD). Enfim, criar mão-de-obra para EAD. A Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foram incluídas em reconhecimento ao trabalho que já realizam em EAD com o uso de novas tecnologias. No caso catarinense, o projeto UnisulVirtual - Educação Corporativa a Distância tem foco no atendimento de e-learning com uso das tecnologias de videoconferência, teleconferência, internet, CD-ROM, vídeo-aulas e materiais impressos. Já o Projeto Virtus, da UFPE, atua na aplicação de conceitos de hipermídia à internet, oferecendo cursos de educação a distância e ambientes virtuais de aprendizagem para apoio ao ensino presencial. Da RIF-ET fazem parte instituições do Canadá, México, Costa Rica e Cuba, além das duas brasileiras. "A demanda é imensa e poucas universidades dominam esse cenário usando novas tecnologias " , diz o professor João Vianney, coordenador da UnisulVirtual. Segundo ele, as instituições brasileiras não conseguem dimensionar adequadamente os investimentos necessários para trabalhar no setor. Em geral, são necessários de dois a três anos para a capacitação dos professores. É preciso uma equipe média, incluindo a parte técnica, de 12 pessoas. Um investimento que fica entre R$ 1,8 milhão a R$ 2,5 milhões. Vianney diz que a perspectiva de retorno ainda é baixa. " Mas o investimento é essencial, porque a nova geração já requer este tipo de ensino e as universidades têm de modernizar sua base tecnológica", afirma. A idéia básica da rede é justamente aprimorar universidades do continente americano para a oferta de ensino a distância. " Esta é uma oportunidade para apresentarmos a qualidade já alcançada pela educação a distância no Brasil " , diz Vianney. Trata-se, em sua opinião, de uma clara inversão de tendências. " A tradição é o Brasil ser comprador de tecnologia, metodologia e conteúdos para educação a distância. Com esta rede, a Unisul e a UFPE têm a chance de mostrar o desenvolvimento em aplicativos e modelagem de conteúdos e atividades para educação a distância via internet do nosso país " , diz. Para o coordenador do Projeto Virtus, professor Paulo Cunha, a educação on-line brasileira está no estado da arte da pesquisa e aplicações em hipermídia. " Na UFPE temos 576 ambientes virtuais ativos, onde professores e alunos interagem a distância para dar suporte continuado na oferta de disciplinas de cursos de graduação de toda a universidade " , afirma. As pesquisas pernambucanas em TV digital, computação gráfica e modelagem permitem, segundo Cunha, criar no ciberespaço oportunidades de aprendizagem que estariam limitadas numa sala de aula. Melhor ainda: " Agora poderemos compartilhar esta experiência com Canadá, Cuba, Costa Rica e México ". Num primeiro passo, em fevereiro será realizado o curso " Estratégias para a tomada de decisões em Educação a distância " , dirigido ao staff das universidades, com conteúdos produzidos pela Universidade Nacional Autônoma do México. Em seminário que acontece em maio será lançado um mestrado internacional, para o qual cada uma das universidades da rede ficará responsável por um módulo. A Unisul já tem 240 dos seus 1.350 professores capacitados para educação a distância, em cursos oferecidos pela Universidade Virtual Brasileira. De acordo com o professor Oscar Ciro Lopes, coordenador da Unisul Aberta, no segundo semestre de 2002 a instituição deverá estar apta a oferecer 20 disciplinas de cursos regulares de graduação que poderão ser feitas a distância. Portaria do Ministério da Educação e Cultura, de outubro deste ano, permite a oferta a distância de até 20% das disciplinas. (Valor)
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