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Os estudantes com as maiores notas no Exame Nacional de Cursos, o Provão, terão direito a bolsas de mestrado ou doutorado da Capes (Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) A medida está regulamentada na Portaria nº 11, de 16 de março de 2001. Leia mais
O CNE (Conselho Nacional de Educação) determinou a suspensão do vestibular de todos os cursos da Universidade Iguaçu (Unig), em Nova Iguaçu (RJ). A decisão foi tomada ontem, depois que um relatório do Ministério da Educação apontou irregularidades na instituição. Leia mais
Os estudantes com as maiores notas no Exame Nacional de Cursos, o Provão, vão ter direito a bolsas de mestrado ou doutorado da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES. Este será o segundo ano em que o benefício será concedido. A bolsas de estudo da CAPES valem para a realização de pós-graduação no Brasil, aos graduandos que obtiverem a nota máxima nacional, em cada uma das áreas avaliadas pelo Provão. A medida está regulamentada na Portaria nº 11, de 16 de março de 2001. Para ser beneficiado,
o aluno deverá apresentar à Diretoria de Programas da CAPES,
no prazo de dois anos, contado da divulgação do resultado
do Exame, o comprovante de aprovação em processo seletivo
para programa de pós-graduação stricto sensu reconhecido
pelo Ministério da Educação. Também deverá
fornecer cópia autenticada do boletim de Desempenho do Graduando
emitido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais -
Inep.
O desempenho dos alunos de administração e direito no Exame Nacional de Cursos (Provão) mostra que a tese da melhora da qualidade dos cursos de graduação no Brasil, defendida pelo Ministério da Educação, é relativa. Uma comparação entre os resultados de 1996 e 2000 mostra que na área de administração 44,4% dos 90 cursos com D ou E - os piores na escala de classificação - em 1996 mantiveram-se nessa faixa no ano passado. Isso ocorre apesar de a maioria (64,4%) ter melhorado de nota. Em direito, a quantidade de cursos D ou E também não é desprezível. São 44,2% de 52. A exemplo do que ocorreu em administração, a maioria (61,5%) melhorou desde 1996. Em parte, a concentração de cursos nos conceitos mais baixos deve-se ao sistema de classificação adotado até o ano passado, pois havia uma quantidade fixa de cursos por faixa de conceito. Os 12% melhores recebiam A, os 18% seguintes com B, os 40% posteriores com C, os 18% que vêm na seqüência recebem D e os 12% últimos com E. A partir de 2001, não há uma proporção fixa de cursos por conceito. Eles serão distribuídos em uma escala a partir da média da área. Apesar disso, o coordenador do Exame Nacional de Cursos, Tancredo Maia Filho, admite que a quantidade de cursos classificados com D ou E no ano passado indica que "as melhorias feitas não foram suficientes para os cursos avançarem mais de uma faixa de conceito". Ou seja, os cursos E passaram para D. Em administração, 34,7% dos cursos que melhoraram estão nessa situação. O presidente da Associação Nacional dos Cursos de Graduação de Administração, Manuel Alvarez, defende a idéia de que a melhoria da qualidade já é uma realidade. Porém, os efeitos apenas serão percebidos em três ou quatro anos. O foco, explica, tem sido a infra-estrutura, os currículos e a qualificação do corpo docente. "Leva algum tempo
para o investimento reverter no desempenho dos estudantes." (O Estado de S. Paulo)
O CNE (Conselho Nacional de Educação) determinou a suspensão do vestibular de todos os cursos da Universidade Iguaçu (Unig), em Nova Iguaçu (RJ). A decisão foi tomada ontem, depois que um relatório do Ministério da Educação apontou irregularidades em alguns cursos da instituição. Também estão suspensos os processos de credenciamento das licenciaturas em letras, física, matemática e ciências biológicas, além de administração escolar, onde foram verificadas irregularidades. Apenas nesses cursos, a instituição tem 3.016 alunos matriculados. A Unig tem 22 cursos. A Unig, por ser universidade, tem autonomia para criar cursos sem pedir autorização ao Ministério da Educação. No entanto precisa passar pelo processo de credenciamento para que seus diplomas tenham validade. "A universidade está realmente em uma situação complicada. Por isso, determinamos a suspensão dos processos e dos vestibulares", explica Éfrem Maranhão, conselheiro da Câmara de Ensino Superior do CNE. O MEC fez uma auditoria
apenas nos cinco cursos de formação de professores, sobre
os quais havia denúncias de facilitação na obtenção
de diplomas. Segundo o relatório, esse dado comprova a suspeita de que a faculdade estaria facilitando diplomas de licenciatura a pessoas que não assistem a aulas. A Folha tentou falar com a Unig ontem no final da tarde por telefone, mas não conseguiu. No site da instituição na internet, a Unig havia divulgado uma carta, com data de 21 de maio, em que atribui as denúncias a motivos políticos e à concorrência. (Folha de S. Paulo) |
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