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Das três universidades estaduais de São Paulo, a Unicamp foi a que conseguiu maior número de conceitos A no Exame Nacional de Cursos de 2001 em relação ao total de carreiras avaliadas. Foram 12 As em um total de 13 cursos. Leia mais
Os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), reunidos em assembléia ontem (6/12), decidiram voltar às aulas na segunda-feira. Assinaram o livro de presença 83 dos 3,4 mil professores ativos da instituição. Leia mais
Das três universidades estaduais de São Paulo, a Unicamp foi a que conseguiu maior número de conceitos A no Exame Nacional de Cursos de 2001 em relação ao total de carreiras avaliadas. Foram 12 As em um total de 13 cursos. A USP teve 36 cursos avaliados. Mais de metade (60%) ficou com A. Já a Unesp ficou um pouco abaixo: dos 46 cursos avaliados, 47% (22) ficaram com A. Mas nos dois casos, a quantidade de A foi maior do que outro quatro que conceitos que compõem a escala. Esses dados constam do relatório oficial do Exame, que será divulgado oficialmente pelo Ministério da Educação na próxima semana. Mas desde ontem, eles podem ser consultados na Internet pelas instituições. O Provão foi criado em 1996 para medir, por meio do desempenho dos alunos que estão concluindo a graduação, a qualidade do ensino superior. A cada ano, o número de cursos verificados está aumentando. Em 2001, foram avaliadas 20 carreiras. No caso da Unicamp, a única exceção em termos de desempenho foi o curso de pedagogia, que devido ao boicote dos alunos, acabou ficando com E - o pior conceito do Provão. Esse problema se repetiu nas outras duas universidades, interferindo no seu desempenho global. A Unesp teve 7 Es, dos quais pelo menos 6 podem ser atribuídos a boicote, pois o número de alunos que respondeu a prova é pequeno. A USP também 7 Es, dos quais 6 também foram boicote. O boicote tem sido comum nas áreas de jornalismo, psicologia e pedagogia. É um protesto contra a avaliação, considerada insuficiente para medir a qualidade dos cursos de graduação, na opinião dos estudantes. Além dos conceitos A e E, a USP recebeu 3 Bs, 3 Cs e nenhum D. A Unesp recebeu 13 Bs, 4 Cs e nenhum D. Este ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC responsável pelo exame, vai mudar a classificação dos cursos de cada área. Antes, havia uma proporção fixa dos cursos por conceito. Os 12% melhoras recebiam A, os 18% seguintes B, os 40% a seguir com C, os 18% posteriores com D e os 12% últimos com E. Agora, eles serão distribuídos em uma escala conforme a média da carreira. (O Estado de S. Paulo)
Os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), reunidos em assembléia ontem, decidiram voltar às aulas na segunda-feira. Assinaram o livro de presença 83 dos 3,4 mil professores ativos da instituição. A assembléia, na verdade, ratificou a orientação do Comando Nacional de Greve. Os professores da UFRJ decidiram também considerar personas non gratas o presidente Fernando Henrique Cardoso, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, e a secretária de Ensino Superior, Maria Helena Guimarães. A greve começou em 22 de agosto. De manhã, cerca de 150 funcionários da UFRJ, que iniciaram outra greve na quarta-feira, fizeram assembléia no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão. As oito unidades hospitalares da UFRJ continuam funcionando, mas em estado de greve. Às 11h30, eles fecharam duas pistas da Linha Vermelha - via expressa que liga a zona sul à Baixada Fluminense - em protesto contra o corte de 26% nos vencimentos. O porcentual se refere a perdas do Plano Verão e é pago desde 1994 por decisão judicial. O protesto provocou engarrafamento e terminou com a intervenção da PM. A coordenadora-geral do sindicato dos técnico-administrativos da UFRJ, Neuza Pinto, disse não acreditar na versão do governo federal, de que o não-pagamento dos 26% deveu-se a erro operacional. "Devemos retornar o mais breve possível à sala de aula, mas não como se nada tivesse acontecido nesses três meses. Vamos discutir com os alunos o replanejamento dos cursos", afirmou o professor José Henrique Sanglard, presidente da Associação dos Docentes da UFRJ (Adufrj). O modo como será feita a reposição das aulas ainda não está definido. Ele ressaltou que a greve não resolveu os problemas da educação no Brasil. "A luta vai ter que continuar. Os problemas pendentes são uma questão de décadas". Na segunda-feira, uma ato contra o reitor José Henrique Vilhena será realizado no Auditório Pedro Calmon, no câmpus da Praia Vermelha, zona sul. Na ocasião, será apresentado um abaixo-assinado endossado por 900 professores pedindo que o reitor deixe o cargo. Os professores prometem apresentar em breve um dossiê, elaborado com a ajuda do Ministério Público, que levantará a suspeita de má-administração de verbas por parte do reitor, que poderá ser acusado de improbidade administrativa. (O Estado de S. Paulo)
A greve dos professores termina hoje, mas a retomada do semestre é incerta. Apesar de as assembléias aprovarem o fim do movimento, o cronograma de reposição e a data para a volta às aulas, no entanto, serão decididos pelas universidades. A Andifes - associação dos reitores - discute a retomada do calendário a partir de 7 ou 14 de janeiro. A idéia é do presidente da entidade, Carlos Antunes, e está longe do consenso. O Andes - sindicato dos docentes federais - não pretende interferir e alerta para o que seria uma volta parcial. ''Na segunda-feira as universidades vão funcionar, mas o calendário não será unificado'', observa Roberto Leher, presidente da entidade. Algumas universidades sequer iniciaram o segundo semestre. Pararam na fase de matrículas. Estudantes pressionam para que as aulas só voltem em janeiro. As federais de Pernambuco (UFPE) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) são unidades distintas nesse contexto. ''Gostaria de voltar em dezembro, mas há um argumento pedagógico dos alunos que não se pode desprezar'', explica Mozart Ramos, reitor da UFPE. Como restam cerca de dez dias úteis para o término do ano os universitários de Pernambuco temem perder o recesso de Natal e revéillon. ''A decisão final sairá na reunião do Conselho Universitário, na semana que vem'', diz Mozart. Na UFRGS, a reitora Wrana Panizzi pretende convocar os alunos tão logo a assembléia de hoje decida pelo fim da greve. ''Iniciei uma reunião com o Conselho Universitário na quarta-feira e ela será retomada nesta sexta. Vamos discutir a reposição. Para mim, a retomada das atividades deve ser imediata.'' Os estudantes da federal gaúcha só querem voltar a estudar na segunda quinzena de fevereiro de 2002. Ontem o projeto que reajusta os salários dos docentes federais foi aprovado pela Câmara. No Orçamento geral do ano que vem estão reservados R$ 341 milhões para garantir o aumento mensal da categoria. Os professores terão reajuste menor do que imaginavam: 12,9%. Hoje, eles vão ao Senado. Querem que a proposta seja votada rapidamente pelos senadores. Leher acredita que até a quinta-feira a proposta estará na mesa do presidente Fernando Henrique Cardoso para ser sancionada. E entrar em vigor. (Jornal do Brasil) |
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