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O sistema de avaliação de cursos superiores, o Provão, foi bombardeado pelos participantes do primeiro debate sobre o ensino superior promovido pelo governo. Mesmo assim, o Ministério da Educação deixou claro que o Provão será mantido. Leia mais:
Hoje (08/04), quando as portas da sede do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) forem abertas para a exposição "Interfaces Contemporâneas", a instituição não estará apenas comemorando 40 anos de existência, mas também a conquista de uma visibilidade que poucos museus universitários do país têm. Leia mais:
O sistema de avaliação de cursos superiores, o Provão, foi bombardeado ontem pelos participantes do primeiro debate sobre o ensino superior promovido pelo governo petista. Cerca de 650 estudantes, professores e reitores participaram do seminário "Avaliar para quê?" no auditório da Academia de Tênis. O Ministério da Educação deixou claro, no entanto, que o Provão será mantido neste ano. Só o diálogo está aberto. "É impossível se avaliar com uma prova todo o sistema de ensino", disse o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Rodolfo Pinto da Luz, representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). A professora Vera Chaves, do Sindicato Nacional dos Professores (Andes), defendeu a suspensão imediata das provas. "O Provão não foi discutido, mas imposto pelo governo Fernando Henrique Cardoso", afirmou. O secretário de Ensino Superior do MEC, Carlos Roberto Antunes, disse que o governo propõe um aperfeiçoamento e novas formas de avaliação. Nos próximos dias, o ministério vai instalar uma comissão de especialista para analisar o assunto. A decisão do MEC de abrir o debate sobre a avaliação foi aprovada pelos participantes do seminário. O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Felipe Maia, ressaltou que, mesmo com a manutenção das provas neste ano, há disposição do governo em dialogar. "O Provão traz mais prejuízos que se não tivesse nenhuma avaliação." Única a usar o microfone para defender o Provão, a antropóloga Eunice Durham criticou a posição consensual da mesa contra o sistema de avaliação implantado em 1996. "Eu tenho medo de que se acabe com um instrumento que revela não só limitações, mas pontos favoráveis à melhoria do ensino", disse. "O fim do Provão é um desserviço para o conhecimento e o País." Eunice salientou que o seminário teve poucas "vozes discordantes". Para ela, sem o atual sistema se criaria um "buraco" na avaliação dos cursos. A curto prazo, segundo a antropóloga, não há viabilidade em fazer outro tipo de acompanhamento da qualidade dos 25 cursos superiores em funcionamento no País. Uma boa parte dos cursos considerados ruins pelo Provão está nas instituições privadas, disse. A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Wrana Panizzi, ressaltou a "coragem" de Eunice Durham em apresentar sua posição a um publico contrário ao Provão. Ela considerou, porém, que o governo dispõe de dados e meios capazes de apresentar uma radiografia mais ampla dos cursos. A UFRG é a instituição com maior número de cursos com nota A na história do Provão. "A única unanimidade na questão é a importância de discutir a melhor forma de avaliar o ensino superior." Internet: O ministro das Comunicações, Miro Teixeira, pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que opine sobre a legalidade das várias opções existentes para levar acesso à internet para as escolas públicas, com recursos do Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações (FUST). A consulta do ministro foi encaminhada ao TCU há duas semanas. Embora as operadoras de telecomunicações já tenham contribuído com mais de R$ 2 bilhões para o Fust, nos últimos dois anos, o dinheiro está parado no Tesouro, ajudando a compor o superávit primário do setor público, pois até hoje o governo não conseguiu superar os obstáculos políticos e jurídicos para levar os serviços às 13 mil escolas previstas originalmente. O Ministério da Fazenda tem manifestado ao Ministério das Comunicações disposição de liberar os recursos na medida em que os programas estiverem prontos para serem implementados. (Colaboraram José Ramos e Gerusa Marques) (O Estado de S. Paulo - 08/04/03)
Hoje, quando as portas da sede do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) forem abertas para a exposição "Interfaces Contemporâneas", a instituição não estará apenas comemorando 40 anos de existência, mas também a conquista de uma visibilidade que poucos museus universitários do país têm. Criado em 8 de abril de 1963, a partir de uma doação do industrial e mecenas Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo Matarazzo, o MAC-USP tornou-se o detentor do maior acervo de arte moderna e contemporânea da América Latina. As cerca de 8 mil peças pertencentes ao museu são provenientes dessa primeira doação, referente à antiga coleção do Museu de Arte Moderna (MAM-SP), das doações das coleções particulares de Ciccillo e sua mulher, Yolanda Penteado, e ainda das aquisições realizadas pelos diretores do museu nessas quatro décadas. Se no passado o MAC-USP foi fruto da atuação de um influente industrial e mecenas, hoje o museu continua de mãos dadas com a iniciativa privada, o que tem ajudado muito a manutenção de suas atividades, já que os recursos universitários são limitados. "Cerca de 30% dos gastos com o museu são garantidos pela universidade e 70% pelas parcerias com a iniciativa privada", diz Paulo Roberto Amaral Barbosa, responsável pelas relações institucionais do museu. Com a manutenção do quadro dos funcionários e ainda um apoio de cerca de R$ 200 mil anuais para a infraestrutura fixa, a universidade garante o compromisso do museu com a pesquisa. "A grande vantagem do MAC é ser um museu universitário. E estar aberto às parcerias com a iniciativa privada lhe permite fazer grandes exposições", avalia a arte educadora Ana Mae Barbosa, que dirigiu o MAC-USP entre 1986 e 1993. Essas alianças, porém, nem sempre foram bem vistas pela comunidade universitária. Em 2001, quando o museu expôs em sua lojinha novos produtos da Nokia, então importante parceiro da instituição, os estudantes entraram no prédio para protestar contra a presença de uma marca em um espaço público e universitário. "Desde então, decidimos estampar mais timidamente as marcas de nossos patrocinadores, por exemplo, nos catálogos e publicações", afirma Amaral Barbosa. "Mas eles continuam sendo muito importantes para nós." A nova direção do MAC-USP, sob a responsabilidade da professora da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP) Elza Ajzenberg desde o ano passado, não se intimida no que diz respeito às alianças com a iniciativa privada. "Nossa política é integradora", diz ela. Ela garante que dará continuidade à parceria com a Fiesp, que garantiu, em 2001 (na gestão de José Teixeira Coelho), a continuidade das mostras do MAC-USP, que aconteceram na Galeria do Sesi (avenida Paulista), enquanto a sede do museu era reformada. "A parceria continuará, mas, até para que a galeria do Sesi não fique ocupada apenas com mostras do MAC - ela tem outros parceiros -, a próxima mostra será apenas em 2004", conta Barbosa Amaral. "Essa parceria é muito importante porque a Fiesp oferece uma verba para a produção das mostras, por exemplo para catálogos e curadorias", completa. Entre os novos parceiros do MAC-USP, destaca-se o Grupo Santander Banespa, que está apoiando o museu por meio de seu Programa Universidade. "Estamos dando apoio à exposição dos 40 anos e também ao projeto MAC Virtual, que deve ter uma duração de quatro anos", explica Afrânio Pereira, superintendente adjunto do Programa Universidade do Grupo Santander Banespa. O projeto MAC Virtual, que será lançado hoje, viabilizará a digitalização de todas as obras do acervo do MAC-USP, que poderão ser organizadas em mostras virtuais de acordo com a vontade do usuário. "Além de atender ao público universitário, esse portal terá uma parte lúdico-educativa", explica Elza Ajzenberg. Enquanto o museu abriga a mostra "Leituras Cartográficas Históricas e Contemporâneas", numa outra parceria, com a BrasilConnects (empresa ligada à cultura e o meio ambiente), apresenta, a partir de hoje, um novo recorte de seu rico acervo. "Interfaces Contemporâneas", feita por diversos curadores, resgata desde obras relativas à fundação do museu - como o quadro-objeto do holandês Cesar Domela -, até a produção contemporânea mais recente, passando pelos modernistas dos anos 20 e 30, pela abstração e a abstração geométrica dos anos 50 e 60, e abordando as questões da pintura e de outros suportes dos anos 90. "Em nossa primeira sala, colocamos as obras contemporâneas mais recentes e com elas abordamos os temas da vida e da morte, um modo de falar sobre os dias de hoje, principalmente em função da guerra", explica Ajzenberg. (Valor Online - 08/04/03)
Os 993 funcionários da Pontifícia Universidade Católica aceitaram a proposta salarial da universidade e voltaram ao trabalho. A PUC dará o reajuste solicitado, de 16,42%, mas parcelado, conforme a faixa de rendimento, em até três vezes (março, julho e setembro). Quem ganha até R$ 1.605 recebe tudo de uma vez agora. (Folha de S. Paulo - 08/04/03)
A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) inaugura na próxima sexta-feira seu campus em Toledo, no oeste do estado. O primeiro edifício do campus tem 6.614 m2 de área construída, com salas de aula, biblioteca, laboratórios, auditórios, setor administrativo, cantina e demais dependências. A área total do terreno é de 1.113.038,99 m2. A solenidade terá início às 17h. (Ultimo Segundo - 08/04/03) |
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