|
|||||||||||||||
|
No próximo dia 13 será anunciada oficialmente a Faculdade da Cidadania Zumbi dos Palmares criado pela ONG Afrobras, Sociedade Afrobrasileira de Desenvolvimento Sócio Cultural. Os negros serão a maioria e os brancos terão que se submeter a critérios especiais para poderem ingressarem. Leia mais:
A Universidade de São Paulo (USP) divulgou hoje (08/05) o calendário do exame de transferência 2004. Ao todos serão oferecidas 645 vagas, sendo 46 na área de biológicas, 448 na área de exatas e 151 na área de humanas. Leia mais:
Se a questão de cotas para negros na universidade já era polêmica, imagine uma situação "oposta": uma faculdade onde os negros serão maioria e os brancos é que se submeterão a critérios especiais para serem admitidos. A Faculdade da Cidadania Zumbi dos Palmares, uma das poucas no mundo com essa proposta, será anunciada na próxima terça-feira, dia 13, data em que oficialmente se comemora a libertação dos escravos no país. O vestibular está previsto para dezembro e as aulas para os 400 alunos em administração serão iniciadas em fevereiro. Em quatro anos, a escola prevê a criação de outros cursos em humanas e exatas, já com o nome de Universidade Zumbi dos Palmares. A mantenedora da escola é o Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior, que, por sua vez, foi criado pela ONG Afrobras, Sociedade Afrobrasileira de Desenvolvimento Sócio Cultural. A Secretaria de Ensino Superior do MEC confirmou que a instituição está credenciada e seus cursos reconhecidos. Inicialmente, a escola funcionará no antigo fórum de São Bernardo do Campo, prédio cedido pelo Estado. Segundo a ONG, já estaria em negociação um terreno na capital para a construção do futuro campus. Na entrevista coletiva da terça, José Vicente, presidente do instituto e reitor da nova faculdade, informará os critérios de seleção, o valor das mensalidades, a proporção entre negros e brancos e os parâmetros para se definir quem é negro e quem é branco. Coca-Cola Vicente se encontrava ontem em Atlanta (EUA) acertando detalhes do apoio que o instituto deverá receber da Fundação Coca-Cola, anunciada como uma das principais parceiras no projeto. Segundo informações divulgadas pela Afrobras, a faculdade será a primeira "que visa a inclusão de pessoas menos favorecidas economicamente no ensino superior de qualidade, alicerçada na formação humanística do profissional, levando em consideração a isonomia e a equidade". A ONG lembra que os negros são menos de 2% nas escolas de ensino superior do país. Em março do ano passado, a Afrobras anunciou a criação do instituto e a abertura de um curso este ano em que os negros ocupariam 40% das vagas, o que não ocorreu. Segundo a assessoria da ONG, os prazos foram estendidos e as propostas ampliadas, optando-se pela criação de uma faculdade com maioria negra. "Incluir" e "integrar" Os valores investidos ainda não foram informados. Segundo a Afrobras, além da Fundação Coca-Cola, há cerca de 15 instituições parceiras, entre elas seis universidades privadas, a Associação Alumni e três outras instituições internacionais. Segundo a ONG, os custos serão reduzidos graças à contribuição de empresas e de universidades parceiras, que cederão professores. Oficialmente, a missão da faculdade é pomposa: "incluir o afrodescendente no ensino superior, viabilizando a integração de negros e não-negros em ambiente favorável à discussão da diversidade social, no contexto da realidade nacional e internacional". (Folha de S. Paulo - 08/05/03)
A Universidade de
São Paulo (USP) divulgou hoje o calendário do exame de transferência
2004. Serão oferecidas 645 vagas, sendo 46 na área de biológicas,
448 na área de exatas e 151 na área de humanas. (Último Segundo - 08/05/003)
Revoltados com a violência, quase mil alunos da Universidade Estácio de Sá fizeram ontem uma manifestação dentro do campus do Rio Comprido para pedir paz e também mais segurança para o lugar. Cerca de 200 estudantes chegaram a interditar parcialmente a Rua do Bispo, atrapalhando o trânsito da região. Com palavras de ordem, pediam o isolamento do bloco F, onde Luciana Gonçalves de Novaes, que cursa o primeiro período de Enfermagem, foi atingida por uma bala disparada do Morro do Turano. Áreas de risco dentro do campus serão esvaziadas Uma comissão de estudantes foi recebida por diretores da Estácio de Sá. Segundo Marcelo Campos, diretor da entidade mantenedora da universidade, as áreas de risco dentro do campus do Rio Comprido começaram a ser esvaziadas. O bloco F , próximo ao lugar onde Luciana foi atingida, será interditado. O representante dos alunos, Alex Castellar, disse que a direção da universidade concordou em implantar um sistema de rádio dentro das salas de aula para avisar quando há risco aos estudantes. Durante a manifestação, alguns alunos acusaram a universidade de omissão e exibiram cédulas de R$ 1, acusando a Estácio de Sá de pensar apenas no lucro. O protesto terminou com uma assembléia estudantil. Segundo Amanda Di Masi, estudante de Cinema, o bilhete dos traficantes com a ordem para que a Estácio de Sá fechasse foi entregue às 8h, quase uma hora meia antes dos disparos serem feitos contra o campus. A aluna disse que deixará o curso: aqui é muito perigoso. Ontem, cinco pessoas pediram transferência para outro campus, três delas reclamando da insegurança. Marcelo disse acreditar que a Estácio de Sá não perderá muitos alunos. O patrulhamento na área foi feito ontem por 80 policiais. Cerca de 200 homens do 1 BPM continuaram ocupando o Morro do Turano, onde, segundo o comandante do BPM, coronel Marco Alexandre, o dia foi tranqüilo. (O Globo - 08/05/03) |
|
|||||||||||||