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Segundo os estudantes, a falta de incentivo e a má-elaboração das provas são os principais motivos dos boicotes ao Provão. "Não é possível avaliar um recém-formado em Psicologia com três questões de múltipla escolha", diz Danile Caetano da Silva Teixeira, estudante do 5º ano de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo). Leia mais
O governo do Rio de Janeiro adiou para o próximo ano a aplicação da reserva de 50% das vagas das universidades estaduais para alunos de escola pública. A decisão foi tomada porque as inscrições para o processo seletivo da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) já foram encerradas. Leia mais
Segundo os estudantes, o problema não está em se fazer uma avaliação dos cursos, mas sim na forma como ela é feita. "Não é
possível avaliar um recém-formado de Psicologia com três
questões de múltipla escolha", diz Danile Caetano da
Silva Teixeira, de 21 anos, que está no 5.° ano de Psicologia
da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com Danile, a adesão
ao boicote foi discutida em assembléia entre os alunos da universidade.
"Vimos as provas anteriores e não concordamos com as questões.
Por isso, não iremos respondê-la." O professor do Departamento de Jornalismo e Editoração da USP Jair Borin também acredita que, sem a avaliação exata dos principais cursos, o Ministério da Educação não conseguirá fazer o ranking das melhores universidades. "O 'rankeamento' é absurdo. Ano passado, os alunos de Jornalismo não fizeram a prova e ficaram com conceito C." Segundo Borin, o Provão irá contribuir apenas para que as universidades utilizem o conceito em fins publicitários. "Tem até faculdade que está sorteando carros entre os alunos mais bem colocados." Os estudantes do 4.° ano de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC), que também irão deixar a prova em branco, acreditam que, pior do que criar um show de sorteios e prêmios, as universidades irão se transformar em um cursinho pré-Provão, e as faculdades deficientes tentarão legitimar-se por meio do exame. De fato, algumas universidades já começaram a se preparar para o exame e programaram atividades extras. Na Universidade Bandeirante (Uniban), por exemplo, os estudantes tiveram palestras e simulados para o Provão. Segundo o vice-reitor, Milton Linhares, os seminários não são obrigatórios e foram feito apenas para motivar os alunos. "Já que o Governo não incentiva os estudantes, decidimos colaborar." Já o carro e as motos, que foram anunciados para os estudantes do curso que obtivesse o A ano passado, não serão oferecidos. "Acabamos não dando o prêmio porque nenhum curso teve A. Este ano iremos apenas concientizar os estudantes." (Jornal da Tarde)
O governo do Rio de Janeiro anunciou hoje que vai adiar a aplicação da reserva de 50% das vagas das universidades públicas estaduais para alunos de escola pública. A decisão foi tomada pela comissão responsável por regulamentar a lei que cria a cota. Segundo o grupo, não há tempo hábil para aplicar a regra, porque a cota de vagas foi aprovada só depois da universidade ter encerrado as inscrições para a primeira prova do vestibular 2002 e de publicar o edital da segunda prova. A lei da reserva estabelece cada uma das turmas de calouros da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense) deve ter pelo menos metade de alunos tendo cursado todo o ensino básico em escolas estaduais ou municipais. Segundo o coordenador de vestibular da universidade, Paulo Fábio Salgueiro, a lei exige que se faça um acompanhamento dos candidatos desde o início do processo, e isso não seria possível porque o primeiro exame de qualificação (1ª fase) do vestibular já encerrou praticamente todas suas etapas. Hoje, a Uerj sequer sabe qual é o número de candidatos do vestibular que podem ser beneficiados pela reserva. Salgueiro teme que um conjunto de regras criadas às pressas possa gerar uma enxurrada de ações judiciais contestando o resultado do vestibular. "Não vai ser trivial regulamentar uma lei que, além de ser extremamente polêmica, está sendo questionada em sua constitucionalidade", diz. Durante o curto período em que foi discutida, a proposta da reserva de vagas opôs opiniões de pais de estudantes de escolas públicas públicas e privadas. A lei aprovada em 4 de abril deste ano na Assembléia Legislativa do Rio tem entre seus autores o próprio governador Anthony Garotinho. Entre os opositores da proposta estava a própria reitoria da Uerj, que entretanto se comprometeu a acatar a legislação que fosse aprovada. (Folha OnLine)
O projeto de criação da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), apresentado pelo governador Olívio Dutra (PT) à Assembléia Legislativa, está sendo questionado pela diretoria do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), filiado à CUT. A principal crítica da entidade refere-se à natureza jurídica da UERGS - uma fundação de direito privado - e ao regime de contratação dos servidores pela CLT, sem estabilidade e sem direito à aposentadoria integral. De acordo com documento do Andes, a iniciativa do governo petista é "alentadora", mas o texto legal proposto "é a materialização do projeto de Emprego Público com o qual o Governo Federal vem forçando a flexibilização das relações de trabalho dos servidores da União, anulando os direitos conquistados pelos trabalhadores". "Esse projeto é um retrocesso para a universidade pública e gratuita brasileira, porque irá corroborar com as reformas que o governo federal e o Banco Mundial querem impor", afirma o presidente do Andes, Roberto Lehrer. "Não é meramente corporativismo, mas reação às implicações desse tipo de personalidade jurídica sobre a forma de financiamento da universidade", completa o vice-presidente da entidade, Fernando Molinos Pires. A opção
por uma fundação de direito privado e pela CLT desobriga
o governo estadual de pagar as aposentadorias de seus servidores, que
passaria ao INSS, além de facilitar o acesso a recursos privados
e convênios. "A universidade, para ter o caráter que
queremos, apresentando soluções alternativas para o desenvolvimento
tecnológico que se contraponham à hegemonia externa, não
pode funcionar com a lentidão de uma autarquia", justifica
o professor José Clóvis Azevedo, que coordena a comissão
de implantação da UERGS. A direção da Faculdade de Direito de Sete Lagoas (Fadisete), ameaçada de fechamento pelo Ministério da Educação no ano passado, em razão de insuficiência em sua organização didático-pedagógica, informou ontem que aguarda, desde abril, nova visita de especialistas do Ministério da Educação para ser reavaliada. Segundo um dos coordenadores pedagógicos da Fadisete, Guilherme Wagner Ribeiro, ninguém na escola teme decisão comunicada esta semana pelo MEC, segundo a qual serão revistos os critérios para autorização de novos cursos e podem ser fechadas unidades com seguidas avaliações negativas, seja no Provão ou em vistorias do governo federal. (O Estado de S. Paulo)
Um dia depois de o Conselho Nacional de Educação (CNE) do MEC recomendar a suspensão de cinco cursos e do vestibular para todos os outros da Universidade Iguaçu (Unig), os alunos ficaram apreensivos mas as aulas foram dadas normalmente. Até as inscrições para o vestibular, marcado para 14 de julho, continuavam a ser feitas. Segundo a assessoria de imprensa da Unig, a determinação do MEC só será cumprida quando a universidade receber um comunicado oficial, o que ainda não ocorreu. Para os alunos, a suspensão dos cursos de licenciatura plena e do vestibular, assim como a avaliação por que passará a universidade, é motivo de apreensão. Porém, muitos acreditam que a direção encontrará uma saída. - Sempre fica uma dúvida, mas não vejo motivo para sair do curso. A estrutura é muito boa e o coordenador garantiu que não teremos problemas - afirmou Michelle Motta, aluna de fisioterapia. Ontem, quando soube da recomendação do CNE pela imprensa, o reitor Antônio José Mayhé Raunhetti viajou para Brasília, onde se encontrará com representantes do MEC e com o deputado Fernando Gonçalves (PTB-RJ), sobrinho do chanceler da universidade, Fábio Raunhetti. O parecer, que recomenda a suspensão dos cursos de formação de professores da Unig, só terá efeito legal depois que for homologado pelo ministro Paulo Renato Souza. O parecer, aprovado quarta-feira, será enviado ao ministro na próxima semana. Paulo Renato demora, em média, duas semanas para apreciar e, na maioria das vezes, aprova as recomendações do conselho. A universidade tem 30 dias para recorrer, a partir da publicação das medidas no Diário Oficial. A universidade pode recorrer ao ministro ou à Justiça comum. - Essa instituição está numa situação ruim - afirmou o presidente da Câmara do CNE, Arthur Roquete Macedo. Até agora, a única mudança na Unig, em Nova Iguaçu, foi no atendimento aos estudantes. Desde ontem, as ligações de pessoas que se inscreveram no vestibular são passadas para o Departamento de Marketing. A maior parte das chamadas, porém, continuava sendo de pessoas interessadas em fazer os exames, alheias à decisão do CNE. A direção da Unig deve divulgar nota hoje. O telefone para atendimento aos estudantes é 0800-21-2013. (O Globo) |
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