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Neste ano o Provão deve deixar classificar os cursos pelos conceitos de A a E, como faz desde 1996. A intenção do Ministério da Educação é divulgar as notas diretamente, numa escala de 0 a 100. Leia mais:
As universidades religiosas destacaram seu dever de trabalhar pelo desenvolvimento regional e aproximar-se das organizações não-governamentais para atender suas demandas, muitas vezes esquecidas pelo setor público. Agora, pretendem apresentar novas alternativas diante da progressiva retirada do Estado da educação superior. Leia mais:
O Provão deve deixar este ano de classificar cursos pelos conceitos de A a E, como faz desde 1996. O exame, que avalia formandos do ensino superior, será realizado no dia 8 de junho por cerca de 470 mil estudantes. A intenção do Ministério da Educação é divulgar as notas diretamente, numa escala de 0 a 100. Até agora, o conceito A, B, C, D ou E de cada curso era estipulado a partir de um cálculo com a média geral da área avaliada. "A impressão que dá é a de quem tirou A é muito bom", diz o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais do MEC (Inep), Otaviano Helene. Os avaliadores dão o conceito a partir do agrupamento das notas de todos os cursos. Se o conjunto é muito fraco, o resultado passa uma idéia errada do desempenho conseguido. A afirmação do presidente do Inep é mesma de vários críticos do Provão desde a sua criação. "Os gestores e a população em geral precisam conhecer a realidade desses cursos", diz Helene. O sistema atual permite que os conceitos signifiquem desempenhos diferentes, dependendo da área. Em Medicina, por exemplo, o conceito A foi dado em 2002 para os cursos que tiveram nota acima de 52, na escala de 0 a 100, e em Engenharia Civil, acima de 33,7 (ver gráfico). Isso porque a média geral dos alunos do total de cursos de Medicina do País foi superior à dos de Engenharia Civil. Com a divulgação da nota de maneira direta, a média geral não influenciaria em nada. "Agora, com o amadurecimento do processo de avaliação, não vejo problemas em divulgar as notas (de 0 a 100)", diz uma das principais responsáveis pela criação do Provão na gestão do ex-ministro Paulo Renato Souza, Maria Helena Guimarães de Castro. Segundo ela, já no ano passado as discussões no Inep e na cúpula do MEC caminhavam para que se mudasse a divulgação das notas do exame. No entanto, Maria Helena afirma que o objetivo do Provão foi sempre o de fazer comparações. "Ele indica quais são os melhores e quais são os piores. Ele não diz que um curso A é muito bom e todos devem ser iguais a ele." "Acho mais justo o critério de 0 a 100. Além disso, professores e alunos estão mais acostumados a entender notas nessa escala", diz a presidente da Associação Nacional das Faculdades e Institutos Isolados (Anafi), Naira Amaral. Apesar disso, ela acredita que o desempenho dos alunos não vai mudar enquanto eles não tiverem compromisso com a realização da prova. "É preciso mudar a lei e tornar obrigatória a publicação da nota no diploma." Segunda vez - Se a mudança em estudo no Inep se efetivar, não será a primeira vez que a divulgação das notas do Provão será alterada. Até 2001, os conceitos eram distribuídos de maneira pré-fixada: em cada área, 12% deles ficavam com nota A; 18% com B; 40% com C; 18% com D e 12% com E. Reclamações de educadores e representantes de instituições de ensino superior acabaram levando o MEC a adotar o modelo atual, que utiliza o mecanismo de desvio-padrão. Na opinião de Helene, com a nova alteração, seriam considerados bons os cursos que tivessem notas próximas de 70 ou 80. "Acho difícil algum conseguir tirar nota 100." Na aplicação da prova deste ano, segundo o presidente do Inep, a única novidade será a inclusão de mais perguntas no questionário socioeconômico que o formando preenche. Além das 58 questões sobre a estrutura da instituição, planos de ensino, exigência do curso e condições pessoais do aluno, será abordada a área social. Haverá 11 itens sobre, entre outros temas, o trabalho comunitário dos estudantes e a relação do curso com problemas sociais brasileiros. O Provão vai avaliar aproximadamente 6.500 cursos em 26 áreas. Os resultados saem no segundo semestre. (O Estado de S. Paulo - 09/05/03)
As universidades religiosas da América Latina e do Caribe proliferaram nos anos 90 na região, pelas mãos da privatização do ensino. Agora, pretendem apresentar novas alternativas diante da progressiva retirada do Estado da educação superior. Em um encontro organizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), na capital do Uruguai, 53 reitores de universidades religiosas destacaram seu dever de trabalhar pelo desenvolvimento regional e aproximar-se das organizações não-governamentais para atender suas demandas, muitas vezes esquecidas pelo setor público, afirmaram. "É a primeira vez na região que se convoca todas as universidades religiosas e que acontece a participação de tantas, de diferentes confissões", destacou o diretor do Instituto Internacional da Unesco para a Educação Superior na América Latina e no Caribe (Iesalc), Claudio Rama. A entidade convidou autoridades de 197 universidades latino-americanas de quase todas as confissões cristãs, e também judaicas e da fé Bahai, para uma reunião em Montevidéu que começou domingo (4) e terminou na terça-feira (6), para analisar a realidade educacional da região. Diante da realidade global em que prolifera a intolerância, a violência e a corrupção, as universidades religiosas têm a responsabilidade de formar "líderes para o século XXI que não sejam apenas bons profissionais, mas também dirigentes morais, que o continente necessita', diz a declaração final do encontro, ressaltando, ainda, a necessidade de colaborar com o Estado para o desenvolvimento econômico e social da região. "Temos um compromisso social. Devemos incentivar o serviço à população. A universidade não deve se fechar sobre si mesma, mas deve irradiar-se para as regiões que a rodeiam. Devemos ajudar a sociedade", disse o reitor da Universidade Católica do Rio de Janeiro, Jesus Hortal. "Este diálogo religioso busca, primeiro, reconhecer nossa realidade latino-americana e, em segundo lugar, gerar os mecanismos necessários para uma maior cooperação e convivência com o Estado", disse Rama. Segundo um estudo da colombiana Universidade de los Andes, que serviu de base para a discussão, os centros religiosos de estudos terão um papel fundamental em 2010, quando a população latino-americana crescerá para 566 milhões, e com ela a demanda universitária, à qual o Estado não poderá fazer frente. "O setor público não pode atender a todos. Para mim, democratizar a educação superior significa que haja várias universidades. O papel do Estado deve ser controlar e obrigar a qualidade nos centros de estudo, bem como incentivar sua liberdade", acrescentou Rama. A seu ver, as universidades religiosas contribuem para aumentar a cobertura do ensino superior, que na América Latina e no Caribe "ainda está muito atrasada". As taxas de escolaridade em nível universitário da América Latina e do Caribe é de 22%, muito longe da dos Estados Unidos com 60%, e mais ainda da Europa com 70%. "O Estado, devido às freqüentes crises financeiras, progressivamente se afasta da educação superior. As universidades privadas crescem diante da falta de financiamento das públicas', disse, por sua vez, o reitor da Pontifícia Universidade Católica Argentina, Alfredo Zecca. Na América Latina e no Caribe existem 119 universidades católicas, 23 protestantes e 55 de outras religiões. Entre as católicas, as da ordem dos diocesanos são maioria, seguidas das dos jesuítas. Entre as protestantes, as adventistas estão em primeiro lugar em quantidade. O Brasil é o país latino-americano com maior número de universidades religiosas, seguido de México, Colômbia, Argentina, Chile e Peru. O aumento da liberdade religiosa, as restrições financeiras à expansão da educação pública e sua má qualidade são algumas das causas do florescimento das universidades religiosas, grande parte delas criada nos anos 90, segundo os participantes do encontro. Segundo Rama, os centros educacionais religiosos são cada vez mais aceitos pelos estudantes, pois oferecem carreiras realizáveis a curto prazo, mais adaptadas ao mercado, com mais respeito à diversidade cultural, menores requisitos de ingresso e menos exigências. Porém, não está claro como esta oferta privada conseguirá atender a demanda educacional da população de baixa renda, que cresce junto com a pobreza na América Latina. Por sua vez, o reitor da Universidade Adventista da Bolívia, Franz Raos, destacou a importância da participação das universidades religiosas nos projetos oficiais de desenvolvimento. "É inaceitável um plano de desenvolvimento sem considerar os recursos humanos. E como as universidades fornecem recursos humanos, não devem ficar fora dos projetos dos governos. Há muitos projetos de reformas que são financiados pelo Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Fundo Monetário Internacional nos quais as universidades teriam de colaborar para dar-lhes um caráter mais humano", afirmou. Os reitores também concordaram quanto à importância de se trabalhar de forma estreita com a sociedade civil, que, diante de um Estado cada vez menor, transferirá às universidades privadas suas exigências sobre a qualidade de ensino e igualdade de oportunidades. O encontro "As universidades e as religiões na América Latina e no Caribe' foi realizado com a colaboração do Escritório Regional da Unesco em Montevidéu, e do Ministério da Educação e Cultura do Uruguai. (IPS/envolverde) (Agência PontoEdu - 09/05/03)
O Brasil assistiu nos últimos dez anos a um avanço no mercado de trabalho para o designer industrial. Segundo Denise Dantas, chefe do Departamento de Desenho Industrial da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a abertura comercial do país e a estabilidade econômica geraram uma maior competitividade entre as empresas e, conseqüentemente, o crescimento da procura por novas idéias e produtos criativos. (Folha Online - 08/05/03) |
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