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Até mesmo a discreta Faculdade de Economia e Administração da Universidade São Paulo (FEA-USP) tem recorrido à comercialização de produtos, como venda de pesquisas e consultorias, para expandir. Leia mais:
O ministro da Educação, Cristovam Buarque, disse não defender a adoção da política de cotas para negros nas universidades antes que haja um consenso sobre a questão. Leia mais:
As escolas públicas também estão em expansão. Até mesmo a discreta Faculdade de Economia e Administração da Universidade São Paulo (FEA-USP) tem recorrido à comercialização de produtos, como venda de pesquisas e consultorias. Hoje, 85% das despesas da FEA são consumidas pelo pagamento de pessoal e vêm de verbas do governo estadual. "Porém, parte considerável dos recursos para custeio e manutenção, como a melhoria das instalações e aquisições de produtos de informática, vem do orçamento das três fundações: FIA, de administração, Fipe, de economia, e Fipecaf, de contabilidade, ligados à escola", detalha a diretora da FEA, Maria Tereza Fleury. "Ou se faz esse mix, ou não se tem uma universidade de primeira linha que desenvolva pesquisa, ensino e extensão", afirma Maria Tereza. "Com as verbas extras, investimos em cursos para professores e funcionários." O diretor do Instituto Coppead Administração (escola de negócios da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Ricardo Leal, detalha que entre 40% e 50% da receita da escola vem do orçamento ou de recursos da União, como o prédio em que está abrigada. A área de projetos representa 20%. O restante, MBAs, programas de extensão e cursos para companhias já significam entre 30% e 40%. "Se não tivéssemos essa quantia extra para complementar salários, nossos professores teriam de dar aulas em outro lugar. Hoje, conseguimos ter um grupo de 22 professores exclusivos, que atuam full time (tempo integral)." O Coppead acaba de entrar, pela terceira vez consecutiva, no ranking dos melhores MBAs do jornal Financial Times. Para a diretora da FEA, o aspecto vulnerável das escolas americanas representa um recado: "A escola pública no Brasil não deve deixar de existir". Ela salienta que o País tem um modelo salutar, não dependente dos donativos das empresas, mas que comercializa seus produtos, auxiliando organizações e fomentando a produção acadêmica. "O modelo do País se assemelha ao das escolas européias, que é muito mais confortável que as americanas." Pelo menos 50 entre 52 Estados cortaram os orçamentos para a educação entre 8% e 25% por causa da queda de faturamento de renda das atividades corporativas e aumento de gastos para segurança em resposta aos atentados de 11 de setembro, explica Robert Nachtmann, diretor do Katz Graduate School of Business, escola Universidade de Pittsburgh (EUA). Richard Briant, chefe administrativo da Said Business School, escola de negócios da Universidade de Oxford, Inglaterra, lembra que a diversidade dos programas e de pesquisas os protege de possíveis baixas de demanda de estudantes de MBA. Na Said, 60% dos recursos financeiros vêm de fontes privadas, e o restante inclui verbas de pesquisas, doações e recursos governamentais. (O Estado de S. Paulo - 10/03/03)
O ministro da Educação, Cristovam Buarque, disse hoje, no Rio de Janeiro, que não defende a adoção da política de cotas para negros nas universidades antes que haja um consenso sobre a questão. (Folha Online - 10/03/03)
Deve ser lançada em abril a bolsa-universidade, que tem apoio da Unesco e da Unicef. Pelo projeto, a Secretaria de Educação de São Paulo distribuirá 25 mil bolsas em faculdades particulares para estudantes carentes. A informação é da "Folha Online". (Último Segundo - 07/03/03)
Mais "pobre" e mais "velho". Esse é o perfil do novo aluno da USP de Ribeirão Preto (314 km a norte de São Paulo). Os dados são de uma pesquisa da ACSI (Assessoria de Comunicação Social e Imprensa) do campus feita com os estudantes que ingressaram na instituição neste ano. (Folha Online - 09/03/03)
O câmbio joga a favor das escolas de negócios do País, que crescem em meio às atuais dificuldades da economia brasileira. Enquanto as entidades de ensino americanas amargam drástico corte nos subsídios do governo e se ressentem da queda de significativas doações de empresas, algumas escolas de renome do Brasil se beneficiam da fase de alta do dólar, que fez com que várias empresas deixassem de bancar cursos no exterior para profissionais da alta direção, contribuindo para o aquecimento do mercado interno. Mas o avanço não se dá só em virtude da desvalorização cambial. Atentas a uma tendência mundial de aquecimento do mercado de treinamento e educação de executivos, em tempos de número de postos de trabalho enxutos e competitividade acirrada, as instituições do segmento lançam novos produtos, como consultorias, pesquisas e cursos feitos sob medida para cada empresa. Nos últimos 3 anos, por exemplo, a Escola de Administração de São Paulo (Eaesp) da Fundação Getúlio Vargas, triplicou o tamanho de sua receita e de seu número de alunos, atesta o diretor da entidade, Francisco Mazzucca. A Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais, não tem os 40 anos de história da Eaesp, mas, criada há 13 anos, também não tem do que se queixar, conta o líder de Processos ao Cliente, Dalton Penedo Sardenberg. "No ano passado, os negócios da Fundação tiveram crescimento expressivo, de 30% em relação a 2001, o que elevou nosso faturamento de R$ 28 milhões para R$ 37 milhões." Só do pacote de programas de cursos de educação continuada (programas livres de curta duração) mais os "in company", feitos sob medida para as companhias, a escola paulistana da FGV obtém entre 25% e 30% da contribuição total (receitas menos despesas diretas, no caso das fundações), ou cerca de R$ 30 milhões. Outra fatia - 25% da contribuição - provem dos projetos de consultoria que presta às empresas de grande porte, nacionais e múltis, o dobro dos recursos vindos dessa natureza há três anos e meio. O restante vem das mensalidades dos alunos e de doações. Os projetos "in company" da Dom Cabral tiveram crescimento de 40% e renderam recursos de R$ 14 milhões. Tanto a Eaesp quanto a FDC não têm fins lucrativos. Mas algumas escolas privadas que não negam a intenção de lucro, conquistam espaço, também graças à diversificação de seus negócios. A escola Ibmec, descendente do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, deixou de ser uma organização não-governamental, há 15 anos, e é hoje uma empresa comandada por ex-banqueiros, que fatura R$ 60 milhões por ano. A marca Ibmec tem unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Seus executivos têm metas ousadas. "Temos o projeto de ser a maior companhia educacional do País, não só pelo apreço que temos à área, mas por saber que o setor irá produzir grandes mudanças", afirma Elizabeth Guedes, CEO (principal executiva) do Ibmec. Ela antecipou que a escola se prepara para abrir capital. "A venda de ações em bolsa deverá ser uma mola propulsora à excelência." A Business School São Paulo (BSP), jovem escola privada que tem se destacado por oferecer o programa de MBA (da sigla em inglês para mestrado em administração de negócios), totalmente em língua inglesa, integra o MBA Council, conselho internacional que reúne 180 escolas que mantêm cursos com perfil global. A instituição, diz a diretora de Marketing, Lorena Bittar, cresceu em 8% no ano passado, mas espera ampliar seu faturamento em 35% neste ano. (O Estado de S. Paulo - 10/03/03) |
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