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Ontem os representantes de alunos, professores, funcionários e da direção da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP rejeitaram a proposta da reitoria da universidade para a contratação temporária de professores. Os alunos prometeram manter por tempo indeterminado a greve iniciada no dia 3 de maio. Leia mais
A disputa entre a UniverCidade, que pretende instalar uma unidade de cursos na Pequena Cruzada e associações de moradores do bairro, contrários à idéia, teve mais um polêmica ontem Em comunicado conjunto e carta aberta ao Prefeito, afirmaram que interesses imobiliários estão por trás da ação da diretora da Coordenação de Associações de Moradores da Zona Sul. Leia mais
A disputa entre a UniverCidade, que pretende instalar uma unidade de cursos de Pós-Graduação na Pequena Cruzada, na Lagoa, e associações de moradores do bairro, contrários à idéia, teve mais um capítulo ontem. Em comunicado conjunto e carta aberta ao Prefeito, as direções da Pequena Cruzada e da UniverCidade afirmaram que interesses imobiliários estão por trás da ação da diretora da Coordenação de Associações de Moradores da Zona Sul, Ana Simas, que é contra a parceria entre as duas instituições. A dirigente negou a acusação e não descarta a possibilidade de processar os diretores da universidade. No comunicado, a UniverCidade e a Pequena Cruzada, que mantêm um orfanato, chamam Ana Simas de terrorista. ''A ilustre psiquiatra pensa que é dona da rua e está atuando impensadamente como se estivesse perturbada. Querem acabar com o orfanato e passar o espaço para uma escola particular. Fomos procurados pelos senhores corretores'', afirmou o pró-reitor da instituição, Paulo Alonso. Segundo ele, Ana Simas vem espalhando que a unidade no local terá onze mil alunos. ''A parceria prevê o uso de 20 salas para 30 alunos. Isso dá 600 alunos'', ressaltou. Para Ana Simas, os moradores estão apenas exercendo o direito de cidadania. ''Não queremos a instalação da unidade porque o trânsito ficará um caos e haverá uma perda significativa da qualidade de vida no bairro'', argumentou a dirigente. Ana Simas lembrou ainda que a Pequena Cruzada, na Avenida Epitácio Pessoa 4.866, próximo à saída do Túnel Rebouças, é tombada, o que impede a construção ou obras de reformas sem autorização da prefeitura. A universidade chegou a iniciar uma reforma no local, embargada em 28 de fevereiro. (Jornal do Brasil - 10/05/02)
Representantes de alunos, professores, funcionários e da direção da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP rejeitaram ontem a proposta da reitoria da universidade para a contratação temporária de professores. Os alunos prometeram manter por tempo indeterminado a greve iniciada no dia 3 de maio. Na tarde de ontem, os representantes convocados para a congregação da FFLCH, instância máxima para a discussão de assuntos acadêmicos, afirmaram que a proposta não atenderia às necessidades da faculdade. Desde 1990 a instituição perdeu cerca de cem professores efetivos, mas, no mesmo período, o número de alunos cresceu 20%. Os alunos pedem 300 docentes efetivos. "Queremos uma política de contratação e não uma operação para tapar buracos", afirma Samantha Stamatiu, 24, organizadora da greve estudantil. O contrato temporário, segundo o diretor da FFLCH, Francis Henrik Aubert, resolve temporariamente o déficit de professores, já que depois de seis meses eles seriam dispensados. Além disso, segundo Aubert, os baixos salários -aproximadamente R$ 400 mensais- não atrairão profissionais de qualidade. Esse tipo de contratação permite que pessoas que possuem só o diploma de graduação possam concorrer à vaga. Normalmente exige-se, pelo menos, o mestrado. No dia 6 de maio a pró-reitoria de graduação enviou para a direção da FFLCH uma proposta de contratação temporária de docentes. Segundo a pró-reitora, Sônia Penin, a universidade contrataria temporariamente a quantidade de professores que a congregação exigisse. "Essa seria uma solução para a atual superlotação de alunos em algumas salas", diz Sônia. Algumas aulas são assistidas por cerca de 150 pessoas, mas há espaço para apenas 60, afirma a organização do movimento estudantil. Um projeto para médio e longo prazo, diz Sônia, seria discutido posteriormente, dependendo do teto do orçamento da universidade e das carências das faculdades. "Uma proposta adequada seria a contratação emergencial", diz Giovanna Mennella, 21, da organização da greve. Ela explica que esse tipo de acordo obrigaria a universidade a fixar um cronograma de concurso público para preenchimento de novas vagas. As propostas estão correndo contra o tempo, pois, entre a publicação de um concurso público no "Diário Oficial" do Estado e a efetivação do funcionário, leva aproximadamente nove meses. Hoje os alunos se reunirão para elaborar nova proposta que será levada à reitoria. Os números dos alunos serão discutidos com os do corpo docente da faculdade. Os professores elaboraram plano para os próximos três anos, que prevê a contratação de 105 professores, 54 deles imediatamente. (Folha de S. Paulo - 10/05/02)
Servidores, alunos e professores da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) protestaram na última terça-feira (7/5) contra a candidatura do atual reitor da universidade, Raimundo Zumblick, que tenta se eleger pela terceira vez consecutiva. Os manifestantes saíram em passeata até a Câmara Legislativa para protestar contra irregularidades políticas e administrativas na Udesc. Uma liminar na Justiça suspendeu o processo eleitoral da universidade. Com a decisão, após o término do mandato do reitor, que acontece em junho, o conselho universitário elegerá um dirigente pró-tempore. De acordo com o presidente da Associação de Professores da Udesc (Aprudesc), Flávio Licarião, a comunidade acadêmica da instituição pretende pressionar a Justiça para que a liminar tenha seu mérito avaliado e não seja acatada. "Queremos a normalização da vida administrativa e política da Udesc. Para isso é fundamental que as eleições sejam realizadas com urgência", afirmou o professor. Outra liminar aceita pela justiça catarinense impediu a candidatura de Raimundo Stumblink. Segundo o dirigente da Aprudesc, o mandato de Stumblink foi permeado pela má administração de recursos e perseguição política. Licarião cita o fato de uma verba de R$ 6 milhões de reais, que seria destinada à recuperação dos laboratórios, ter sido usada na reforma da reitoria. Ele acrescenta que os meios de comunicação da instituição têm sido utilizados como publicidade para Stumblink. Ainda segundo Licarião, o reitor retém os salários de professores e técnicos-administrativos de forma irregular e promove a expansão desordenada do ensino a distância. Para o presidente da Aprudesc, o momento agora é de pressionar para que as liminares sejam votadas. "Queremos que Stumblink fique fora e que a eleição possa acontecer normalmente", falou Flávio Licarião. (Agência PontoEdu - 10/05/02)
No Brasil, quando se fala em educação à distância, logo vêm à mente cursos de baixa qualidade, que vendem diplomas por correspondência. As instituições pioneiras nesse tipo de ensino no país têm o desafio de enfrentar o preconceito tanto dos estudantes como da própria comunidade acadêmica. (Folha Online - 10/05/02) |
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