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CNPq quer aumentar fiscalização de bolsas O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está avaliando a contribuição de bolsistas de pós-graduação no exterior nas universidades brasileiras. Muitos cientistas financiados pelo Conselho vão trabalhar fora do país após terminarem os estudos. Leia mais. Investimento leva País a sucesso científico Investimentos na área de pesquisas coloca o Brasil em boa posição e começa a atrair cientistas do exterior. Leia mais.
CNPq quer aumentar fiscalização de bolsas O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), do Ministério da Ciência e Tecnologia, e a Capes (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), do Ministério da Educação, estão começando um levantamento para avaliar o retorno que pesquisadores financiados pelo CNPq estão trazendo às universidades. O levantamento ainda está em fase inicial e faz parte de uma tentativa do órgão de garantir que o dinheiro investido em bolsas de pós-graduação no exterior concedidas a cientistas brasileiros seja otimizado. A Capes e o CNPq querem saber, por exemplo, quanto tempo ficam os pesquisadores no país após retornarem de um período de estudos no exterior financiados pelos órgãos públicos. Desde 1997, a pedido
do Tribunal de Contas da União (TCU), o órgão está
também intensificando a fiscalização do dinheiro
gasto, exigindo que bolsistas que não voltem para o Brasil devolvam
o dinheiro investido no pesquisador pelo órgão. Alguns bolsistas alegam que retornam ao país, mas não encontram emprego por aqui e, por isso, acabam voltando para o país onde fizeram seus estudos. Segundo o presidente do CNPq, Evandro Mirra, as áreas onde é mais comum empresas estrangeiras, principalmente norte-americanas, oferecerem trabalho para cientistas brasileiros são informática e engenharia. (Folha de S. Paulo)
Investimento leva País a sucesso científico O Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH), inaugurado ontem na Universidade de São Paulo, é o maior centro de pesquisas genéticas da América Latina, mas representa apenas uma das recentes realizações do País nessa área. O Brasil não só está repatriando todos os pesquisadores que vão estudar no exterior - há alguns anos, muitos ficavam nos países onde realizavam seus cursos -, como já começou a atrair estrangeiros para estudar aqui. Pelo menos dois geneticistas franceses estão fazendo pós-doutoramento em São Paulo. "Nessa área, fuga de cérebro é coisa do passado, porque o País oferece oportunidade de pesquisa de ponta", garante José Fernando Perez, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O segredo é a estabilidade dos investimentos nas pesquisas da área, garantida, sobretudo, pela Fapesp, que há três anos escolheu a genética como prioridade estratégica. Graças a isso, o Estado têm hoje 65 laboratórios de seqüenciamento genético (entre os quais o CEGH), com cerca de 300 pesquisadores que desenvolvem desde projetos de iniciação científica até mestrados, doutorados e pós-doutorados. Ao menos três Projetos Genoma da Fapesp foram feitos em parceria com a iniciativa privada. O Fundo Paulista de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) foi parceiro no seqüenciamento de duas pragas agrícolas e a Coopersucar, no da cana-de-açúcar. A Fapesp já depositou o pedido de patente de nove genes da Xylella fastidiosa (praga dos laranjais) e prepara várias patentes relacionadas com genes de câncer, área na qual o Brasil é o segundo maior produtor de dados no mundo. (O Estado de S. Paulo)
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