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O ministro da Educação, Cristovam Buarque, disse ser contra o atual modelo educacional, que permite que jovens da classe alta estudem de graça em universidades públicas para ficarem ainda mais ricos. Leia mais:
Os alunos do curso de Comunicação Social das Universidades Católicas de São Paulo e Brasília ficaram impedidos de participar do processo seletivo para o Programa de Financiamento Estudantil (Fies). Uma das regras do programa é que o curso que obtém notas "D" e/ou "E", por três vezes consecutivas, fique fora da seleção. Leia mais:
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O ministro da Educação, Cristovam Buarque, afirmou nesta terça-feira, em entrevista à Rádio CBN, ser contra o atual modelo educacional, que permite que jovens da classe alta estudem de graça em universidades públicas para ficarem ainda mais ricos. Para ele, esses futuros profissionais teriam de necessariamente colaborar com o desenvolvimento do país. “Se a elite estuda apenas para ficar mais rica com o diploma, acho que o estado não deveria pagar o curso dela” declarou Buarque. Segundo ele, "o problema é que hoje a universidade não tem a preocupação social". “A maior parte dos alunos de Medicina vai montar o seu consultório apenas para atender a uma minoria, estudou de graça para ficar rico” ressaltou ele. Se o futuro economista vai estudar para ser funcionário da bolsa de valores, acho que o curso teria de ser particular, é um investimento que o pai faz para o menino ficar rico depois - acrescentou. Buarque afirmou que o direcionamento da carreira do estudante depende muito da grade curricular da faculdade. Se o curso é voltado para a saúde pública, ele vai colaborar para a saúde pública. Se o curso de Arquitetura trabalha para a habitação popular, esse estudante vai colaborar para a construção desse tipo de moradia. Buarque declarou também que conhece "milhares de jovens estudantes de Medicina que vão para a rede pública de saúde". Segundo ele, esses teriam direito de estudar nas universidades estaduais e federais. O ministro petista disse que aqueles que estudam para ser militares ou diplomatas também têm direito a formação gratuita, pois vão servir ao país. Afirmou ainda que muitos cursos como Engenharia proporcionam à nação a geração de empregos na indústria, por exemplo, o que justificaria a universidade pública. Para Buarque, os universitários de instituições federais poderão dar uma grande contribuição ao país no ano que vem, trabalhando em programas de alfabetização. Eu estou defendendo isso, assinamos um convênio ontem (segunda-feira), e as universidades federais se comprometeram que a partir do próximo ano todo aluno participará de programas de alfabetização. Com relação à mudança no "provão", que avalia as universidades, o ministro afirmou que até novembro estará definido um novo sistema de avaliação. Vamos avaliar de uma maneira mais dura do que o governo anterior, que fingiu que avaliava, mas nunca fechou um curso. Nós queremos fechar cursos ruins, para isso teremos de ter um novo sistema de avaliação. Como vai ser o método? Nós não sabemos ainda. Mandei o projeto que está em discussão inclusive para o ex-ministro Paulo Renato Sousa. Buarque afirmou que não "entende" aqueles que são contra o aperfeiçoamento do "provão". É como se Deus tivesse feito o mundo e tivesse dito para nós: melhore o mundo, menos o provão, porque o provão é perfeito, foi a minha obra-prima - ironizou Buarque. (O Globo – 10/09/03)
Os alunos do curso
de Comunicação Social das Universidades Católicas
de Brasília e de São Paulo ficaram impedidos de participar
do processo seletivo para o Programa de Financiamento Estudantil (Fies).
Uma das principais regras do programa determina que o curso que obtém
notas "D" e/ou "E", por três vezes consecutivas,
fique fora da seleção. Os formandos das duas faculdades
boicotam o provão desde 2000, o que acabou provocando a exclusão. (Último Segundo – 10/09/03)
Enquanto até há pouco tempo a inovação entrava apenas como parte dos cursos de tecnologia, ela agora ganha um novo enfoque: o da gestão. Instituições como Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), Universidade de São Paulo (USP), Business School São Paulo (BSP), Fundação Dom Cabral, Ibmec e Uninove são algumas que lançaram ou reforçaram recentemente programas voltados à área de inovação e empreendedorismo. As iniciativas, que reforçam a importância da parceria entre universidades e empresas, surgem das mais diversas formas, desde disciplinas em cursos de graduação ou pós-graduação, cursos voltados exclusivamente para o tema, e também na forma de centros e fóruns que debatem a inovação e a criatividade. A Unicamp, por exemplo, lança no próximo dia 26 de setembro o curso Gestão Estratégica da Inovação Tecnológica, uma especialização com 360 horas de duração voltada para atender as necessidades dos profissionais que atuam em funções críticas no gerenciamento da inovação, ligados ao desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços. A Unisinos, de São Leopoldo (RS), criou este ano a graduação em gestão da inovação em liderança, com um modelo diferenciado de ensino por competências e não por disciplinas. O curso dura quatro anos. "O mais importante é o desenvolvimento da criatividade, a questão do aprender a aprender", diz o pró-reitor de ensino e pesquisa da Unisinos, Pedro Gilberto Gomes. Outra que tem novidades na área é a Faap, que lançou no início de agosto o Centro de Criatividade e Empreendedorismo. O centro é um espaço físico especial onde serão concentradas as aulas do novo curso de formação de empreendedores e as disciplinas de criatividade, ministradas em todos os cursos da instituição. A BSP também criou, nos últimos meses, um Centro de Empreendedorismo e Inovação, responsável por dois fóruns de debates: um sobre inovação e outro sobre empreendedorismo, que serão intercalados mensalmente. A FGV-EAESP é uma das pioneiras no estudo da inovação nos negócios. A instituição criou em maio de 2000 o Fórum de Inovação, um consórcio formado por diferentes instituições - empresas como Banco do Brasil, Brasilata, Embrapa, Monsanto, Copesul e Sebrae - que discutem, em parceria com a escola, as práticas utilizadas pelas companhias mais criativas e inovadoras. A escola de negócios mineira Dom Cabral também tem apostado em iniciativa semelhante. (R.L.) (Valor Econômico – 10/09/03) |
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