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A socióloga e ex-primeira-dama Ruth Cardoso disse ontem (10/09) que não concorda com a opinião do ministro da Educação, Cristovam Buarque, de que o estado não deveria dar universidade gratuita para estudantes ricos. Leia mais:
Um primeiro ano com ciclo básico, cursos diferentes dos oferecidos na Cidade Universitária, prédio que favorece a integração dos alunos e iniciação científica obrigatória para todos são algumas das novidades que serão implantadas no novo campus da zona leste da USP, que será inaugurado em 2005 com mil vagas. Leia mais:
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A socióloga e ex-primeira-dama Ruth Cardoso disse nesta quarta-feira que não compartilha com a opinião do ministro da Educação, Cristovam Buarque, de que o Estado não deveria dar universidade gratuita para uma elite que, segundo ele, estuda apenas para ficar mais rica com o diploma. Durante uma palestra em que tratava dos novos paradigmas na relação entre o Estado e a sociedade para o desenvolvimento social, dona Ruth classificou de "confusão" a idéia defendida pelo ministro. A universidade pública não é um lugar só de elite. O que acontece é que alguns cursos exigem tempo integral e, por isso, concentra um número maior de pessoas com mais alta renda. A universidade pública no Brasil atende a classe média, a elite está nas escolas da elite - disse ela. Dona Ruth ainda discordou de Cristovam sobre as críticas de que atualmente se oferece uma má educação e, em alguns casos, o governo somente finge estar educando. Segundo ela, algumas pessoas adotam a tese "de que tudo está ruim". A idéia de que tudo está ruim e temos que começar do zero é complicada. Precisamos reconhecer o que já foi feito para poder andar para frente - afirmou. O ministro da Educação recebeu críticas também da ex-secretária-executiva do ministério Maria Helena Guimarães de Castro. Segundo ela, o Ministério da Educação não tem foco e está perdido porque quer desmantelar o atual sistema de avaliação sem saber o que vai colocar no lugar. Durante o seminário 'Fundamentos e Princípios Estratégicos da Política Social', Maria Helena foi ainda mais enfática ao comentar o método de alfabetização no governo petista. O ministério está montando um sistema de alfabetização que não serve para nada. As pessoas são sensibilizadas para a alfabetização em quatro meses e a produção da escrita e da leitura demora, em média, quatro anos. O que significa que, se não houver um trabalho de continuidade, os que forem alfabetizados agora não saberão nada no ano que vem. Maria Helena argumentou também que até hoje não há um plano educacional ou projetos a longo prazo. A ex-secretária disse que o ministro Cristovam Buarque não apresentou sequer a metodologia, os projetos de avaliação ou mesmo os materiais pedagógicos que poderiam dar continuidade à política de alfabetização. Pior do que ter pouco recurso é investir mal - disse ela, referindo-se à reivindicação do ministro de que o Brasil precisaria investir R$ 25 bilhões a mais por ano em educação básica para melhorar o ensino no país. (O Globo – 11/09/03)
Um primeiro ano com ciclo básico, cursos diferentes dos oferecidos na Cidade Universitária, prédio que favorece a integração dos alunos e iniciação científica obrigatória para todos são algumas das novidades que serão implantadas no novo campus da zona leste da USP, que será inaugurado em 2005 com mil vagas. (Folha Online – 11/09/03)
A Comissão de Educação do Senado Federal aprovou hoje requerimento do senador José Jorge (PFL-PE), de convite ao ministro da Educação, Cristovam Buarque, para prestar esclarecimentos sobre a possível extinção do exame nacional de cursos, o "Provão", e a proposta do Ministério em relação ao novo sistema de avaliação da educação superior a ser implementado. A data ainda não foi marcada. (Último Segundo – 10/09/03) |
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