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A organização não-governamental Afrobras lança nesta terça-feira (13/05), em São Paulo, a primeira faculdade que visa a inclusão de negros, privilegiando candidatos de baixa renda, no ensino superior. Leia mais:
Como muitas empresas não querem perder tempo e dinheiro com o treinamento dos profissionais, universidades têm investido em processos de especialização para seus estudantes, em diversas áreas. Leia mais:
A Ong Afrobras lança
nesta terça-feira, em São Paulo a primeira faculdade que
visa a inclusão de pessoas menos favorecidas economicamente no
ensino superior. (Último Segundo - 12/05/03)
Empresas querem que aluno se forme com uma especialidade, afirmam diretores. Depois do trabalho, à noite, o soldado Leandro Cardoso Trancozo, de 23 anos, vai para o cursinho pré-vestibular Anglo. Ele está dando duro nos estudos, pois já se aproxima a data da prova para o vestibular da Facudade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP). Diversas faculdades vão abrir vagas para cursos superiores na área de informática para o segundo semestre (veja tabela ao lado). Trancozo pretende estudar Tecnologia de processamente de dados na Fatec. A disputa é grande: no último vestibular, 42 candidatos disputaram uma vaga do curso. O que o motiva é a possibilidade de sair do patamar de auxiliar de informática, seu atual cargo. "Sei que faculdade me abrirá portas", acredita. O soldado escolheu ser tecnólogo a bacharel. "Queria algo mais prático, menos teórico." O diretor de relações empresariais da Fatec-SP, Antão Ikegami, garante que o curso é um bom caminho para uma vaga no mercado de trabalho. "70% dos nossos alunos do penúltimo semestre já estão empregados na área", afirma. O curso de Tecnologia em processamento de dados da Fatec está passando por reformulações para atender ao mercado, segundo o diretor. Uma das mudanças serão as especialidades, que deverão ser escolhidas nos últimos semestres do curso. Tecnólogo - A diferença entre o curso superior de tecnologia e um bacharelado na área, segundo Ikegami, é que o curso de tecnologia não prepara um aluno para pesquisar, mas para o mercado. "Mesmo assim, possibilita fazer pós-graduação", assegura. "Ex-alunos nossos fazem mestrado e doutorado em faculdades como a Unicamp e USP." A desvantagem do curso superior de tecnologia é o tempo de duração curto, na opinião do diretor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Vilmar Pedro Votre. "Em três anos, o aluno não consegue ter uma boa base de matemática", exemplifica. O Mackenzie realiza o concurso vestibular no mês que vem, para 75 vagas do curso de Ciência da Computação e 300 vagas para o curso de Sistemas da Informação. Pressa - Votre verifica que as empresas não querem perder tempo com treinamento dos profissionais. "Elas têm pressa nos projetos", disse. Por isso, buscam quem já tem os conhecimentos específicos. "Nos últimos três semestres do curso, o aluno opta por um programa de aprofundamente com este objetivo", explica. O aluno do 8.º semestre do curso de Ciência da Computação do Mackenzie Aurélio Calegari, 23 anos, observa que o que o mercado exige é muito diferente do que se aprende na sala de aula. "Porém, a faculdade dá uma base indispensável", ressalva. Calegari trabalha como analista de projeto de software numa empresa de médio porte há um ano. Começou como estagiário e já está contratado. "Meu curso está atualizado com as novas tecnologias, por isso acho que me sobressaí." Ele considera o estágio muito importante, mas como as matérias são muito difíceis, ele recomenda deixar o trabalho para os últimos anos. "O curso de Ciência da computação vê o computador 'até o osso' e, no começo, tem muita matemática, é puxado", alerta. O estudante Alex Man Kar Wai está no 3.º módulo do curso de Tecnologia de administração de redes do Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada (IBTA), outra faculdade que está com inscrições abertas para o vestibular. Ele escolheu fazer um curso técnico porque preferia um ensino especializado. "O bacharelado é mais genérico", disse. Wai diz ser apaixonado por informática. Seu primeiro trabalho foi na área de suporte técnico. Hoje é instrutor de banco de dados e seu objetivo é ser diretor de tecnologia de uma grande empresa. "O mercado não está encolhendo. As empresas estão mais exigentes e continuam buscando gente competente", acredita. (O Estado de S. Paulo - 12/05/03) |
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