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O geólogo Adolpho Melfi, atual vice-reitor da USP, ficou em primeiro lugar no segundo turno das eleições para reitor da Universidade de São Paulo, com 145 votos. Caberá ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, escolher o novo reitor entre Melfi, Erney Plessman de Camargo (107 votos) e Antonio Marcos Massola (85 votos). Leia mais
Professores, estudantes e funcionários da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) participaram ontem, na Ilha do Fundão, de um protesto contra o reitor da instituição, José Henrique Vilhena, em repúdio à entrada da Polícia Militar na universidade no dia 28, data em que seria realizada a primeira fase do vestibular. Leia mais
O geólogo Adolpho Melfi, atual vice-reitor da USP, ficou em primeiro lugar no segundo turno das eleições para reitor da Universidade de São Paulo, com 145 votos. Caberá ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, escolher o novo reitor entre Melfi e os dois outros candidatos mais votados -Erney Plessman de Camargo (107 votos) e Antonio Marcos Massola (85 votos). A disputa foi apertada e precisou de três escrutínios, pois ninguém conseguiu maioria absoluta (50% mais um) dos votos nos primeiros dois. A escolha teve, então, de ser feita por maioria simples, na terceira rodada. Compareceram ao pleito 245 votantes, representantes do Conselho Universitário e dos conselhos centrais, que podiam votar em até três nomes. O atual reitor, Jacques Marcovitch, disse, depois de entregar a lista tríplice ao governador, que o escolhido pode ser anunciado na segunda-feira. O futuro reitor assumirá no dia 26. Se o nome de Melfi for confirmado, a universidade terá 60 dias para convocar eleições para vice-reitor, pois o cargo ficará vago. Melfi, que também liderou a disputa no primeiro turno, disse que o resultado é um "reconhecimento por 37 anos de dedicação à USP". Segundo ele, a votação reflete ainda a aprovação à gestão Marcovitch, à qual ele pretende dar continuidade, se seu nome for ratificado. "Vou manter os pontos bons e mudar os ruins." Camargo, que participa de sua terceira eleição e está pela segunda vez na lista tríplice, afirmou que o fato de a votação de ontem ter sido equilibrada "libera" o governador para fazer a escolha. Historicamente, o escolhido é o vencedor do segundo turno. Segunda colocada no primeiro turno, Ada Grinover disse, chorando, que a votação de ontem foi "manipulada". De acordo com ela, foram feitas composições que teriam contrariado acordos feitos entre candidatos após o primeiro turno. Ela não quis citar nomes. Massola manteve a terceira colocação que já obtivera no primeiro turno. Ele disse não acreditar na manipulação denunciada pela concorrente. "Ninguém tem a filosofia de tirar ninguém da lista. A votação foi equilibrada." Os estudantes, que não participaram da votação, fizeram protesto em frente ao prédio da reitoria, gritando palavras de ordem como "diretas para reitor". Alguns deles chegaram a baixar as calças em protesto contra o processo eleitoral indireto. Os resultados dos demais candidatos foram: Hernan Chaimovich (50 votos), Ada Pellegrini Grinover (48), Magda Carneiro Sampaio (43) e Jair Borin (19). Gil da Costa Marques, que havia retirado a candidatura, teve um voto. (Folha de S. Paulo)
Minutos antes do início do primeiro escrutínio, os estudantes -que representam 12,7% dos eleitores- decidiram não participar da votação. O boicote, decidido em assembléia, foi em protesto ao sistema indireto da eleição. Eles ainda cogitaram invadir o prédio da reitoria para tentar evitar a eleição, mas desistiram, por "falta de quórum": havia cerca de cem pessoas presentes. Antes da assembléia, professores e estudantes participaram de um ato, por volta das 9h30, contra o que chamam de autoritarismo dentro da universidade. O grupo também
lembrou dos processos administrativos contra alguns dos militantes estudantis
que participaram da obstrução, por duas vezes, da votação
da regulamentação das fundações de apoio à
USP este ano. O deputado federal Ivan Valente (PT), presidente da Comissão de Educação da Câmara, afirmou que a estrutura da USP é rígida e centralizadora. "Defendemos a eleição direta paritária", disse. Segundo ele, entre as três universidades estaduais paulistas, a USP é a que tem o colégio eleitoral mais restrito. Os professores representam 86,2% dos votantes, contra 12,7% dos estudantes e 1,1% dos funcionários. Na Unicamp, a proporção é de 60%, 20%, 20%, e na Unesp, 70%, 15%, 15%. "A USP é autônoma", rebateu Walter Colli, presidente da Comissão Eleitoral. Segundo ele, o colegiado representa as escolas que compõem a universidade. (Folha de S. Paulo)
Professores, estudantes e funcionários da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) participaram ontem, na Ilha do Fundão, de um protesto contra o reitor da instituição, José Henrique Vilhena, em repúdio à entrada da Polícia Militar na universidade no dia 28. Nessa data, seria realizada a primeira fase do vestibular. O local escolhido para a manifestação de ontem, dia em que seria realizada a segunda prova, foi o Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza, palco do tumulto. Por causa da greve nas universidades federais, o Conselho de Ensino de Graduação (CEG) da universidade exigiu o adiamento do vestibular. Vilhena, porém, preferiu manter as datas. Mesmo após os incidentes no dia 28, quando alunos e policiais enfrentaram-se no câmpus da universidade, o reitor não queria o adiamento dos exames. Isso só ocorreu após pressões do Ministério da Educação.Vilhena não conta com o apoio da comunidade acadêmica desde a sua escolha para o cargo pelo MEC, em 1998. Ele foi o terceiro colocado em votação realizada na UFRJ. A Festa da Democracia, como foi chamada pelos manifestantes, teve música e participação de pelo menos cem pessoas, entre elas o professor da Unicamp Roberto Romano. Três parlamentares petistas estiveram presentes: o deputado estadual Hélio Luz e os vereadores Eliomar Coelho e Paulo Eduardo. Para o professor de Campinas, a situação da UFRJ é reflexo de uma excessiva influência do Poder Executivo sobre as universidades públicas. "A instituição é domesticada pelo Executivo, que exerce uma influência desastrosa. O Legislativo só é procurado em situações de crise", disse Romano, que dá aulas de Filosofia Ética. Aluna do Colégio de Aplicação da UFRJ e vestibulanda, Maria Kallas, de 18 anos, comemorava o adiamento das provas. "Vai ser melhor. Só tivemos aulas no primeiro semestre. O triste é que o reitor só adiou a prova depois de ver sangue sendo derramado." Abaixo-assinado - O funcionário Jessé Mendes mostrou os cinco pontos que levou na cabeça. No dia do tumulto, ele foi agredido por um PM com cassetete. "Aquele dia foi muito importante. Estou satisfeito por estar hoje nesse ato pacífico." Um abaixo-assinado pedindo o afastamento do reitor está circulando entre os professores. Segundo José Henrique Sanglard, presidente da Associação dos Docentes, 500 dos 3.300 professores já aderiram à causa. O reitor da UFRJ não foi encontrado ontem pela reportagem do Estado para comentar o protesto. Na terça-feira, uma assembléia avaliará o movimento grevista, que já dura mais de 80 dias. (O Estado de S. Paulo) |
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