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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), em São Paulo, manteve ontem (11/12) a decisão da 16ª Vara Cível de São Paulo que dispensa a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista em todo o país. Leia mais
O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, minimizou ontem (11/12) o fato de um analfabeto ter sido aprovado no vestibular da Universidade Estácio de Sá. "É uma bobagem. Prova de múltipla escolha dá nisso", comentou. Leia mais
O Tribunal Regional Federal da 3 Região (TRF-3), em São Paulo, manteve ontem a decisão da 16ª Vara Cível de São Paulo que dispensa a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista em todo o país. A exigência do diploma para o registro profissional e a fiscalização sobre o exercício da profissão ficam suspensos até a decisão da 4º Turma. O vice-presidente da Associação Nacional dos Jornais, Paulo Cabral, disse que há muito tempo a entidade defende o fim da exigência do diploma. Ele afirmou que a posição da entidade às vezes é confundida com oposição aos cursos de jornalismo. Mas o que a entidade defende, segundo ele, são escolas de boas qualidade. "Não somos contra as escolas de jornalismo. Achamos é que não é democrática a reserva de mercado", disse. (O Globo)
O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, minimizou ontem o fato de um analfabeto ter sido aprovado no vestibular da Universidade Estácio de Sá, como mostrou reportagem do "Fantástico", da Rede Globo. Paulo Renato disse que, mesmo aprovado, o padeiro analfabeto não entraria na universidade por não ter diploma de conclusão do ensino médio. "Qual é a novidade? Para que fazer escândalo com isso? É uma bobagem. Prova de múltipla escolha dá nisso", comentou o ministro. Por considerar que as provas de múltipla escolha podem dar margem a distorções, ele disse que há muito tempo é contra esse tipo de avaliação em que o candidato precisa apenas marcar um "x" numa das opções apresentadas. "Criei o vestibular da Unicamp que acabou com a múltipla escolha". Paulo Renato afirmou que o Exame Nacional do Ensino Médio (o Enem) é uma alternativa criada pelo MEC para a seleção de candidatos a instituições de ensino superior. Ele destacou que a legislação garante autonomia para as instituições escolherem o seu sistema de seleção. "A lei deu essa liberdade. Cabe à população saber escolher quais instituições são boas e quais não são. Para isso, fazemos o Provão", disse o ministro, referindo-se à avaliação do MEC que mede a qualidade dos cursos de graduação das instituições públicas e privadas. Indagado se escolheria a Estácio de Sá como sua universidade se fosse vestibulando, Paulo Renato preferiu não responder. "Sou ministro da Educação, não posso falar isso". Em nota divulgada ontem, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) disse que, apesar de representar as universidades públicas federais, lamenta o fato ocorrido na Estácio de Sá. "A Andifes sempre defendeu que o ensino superior merece ser tratado com mais atenção, rigor e com responsabilidade, já que é através dele que o país pode alcançar o seu crescimento", diz a nota. (O Globo) |
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