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O Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior de São Paulo) lançou ontem (12/05) o Programa de Amparo Educativo Temporário. O programa será implantado em faculdades privadas e dará ao aluno créditos a serem restituídos após a graduação. Leia mais:
A Fundação Coca-Cola, vai investir entre US$ 30 mil e US$ 50 mil por ano na primeira faculdade brasileira voltada preferencialmente a estudantes negros. O projeto da ONG Afrobras prevê destinar 50% das vagas a afro-descendentes. Leia mais:
Um programa de financiamento para alunos carentes e outro de avaliação da qualidade escolar, ambos privados, estão sendo implantados neste mês e mostram que os colégios e as faculdades particulares estão dispostos a executar parte das tarefas feitas normalmente pelo governo. (Folha Online - 13/05/03)
Projeto da ONG Afrobras prevê destinar 50% das vagas a afro-descendentes A Fundação Coca-Cola, com sede em Atlanta, nos Estados Unidos, vai investir entre US$ 30 mil e US$ 50 mil por ano na primeira faculdade brasileira voltada para estudantes negros. O montante exato será anunciado hoje em São Paulo pelo secretário da instituição americana Rainbow Push, Joseph Beasley, que tem sido o intermediário entre a multinacional e a Afrobras, organização não-governamental paulista responsável pelo projeto da faculdade. Batizada de Zumbi dos Palmares, a instituição abrirá seus vestibulares em novembro e oferecerá, numa primeira etapa, apenas o curso de Administração de Empresas. As aulas começam em março. A faculdade terá como sede provisória o antigo prédio do Fórum de São Bernardo do Campo. Pelo projeto, ainda em elaboração, pelo menos 50% das vagas do curso serão destinadas a jovens negros. Entre os critérios que pesarão na disputa das vagas pelos estudantes afro-descendentes estarão conhecimento, condição socioeconômica e nível de consciência da temática do negro. "Questões como racismo, tolerância, cidadania perpassarão todas as matérias do curso", diz o presidente da Afrobras, José Vicente. Em princípio, segundo ele, a parceria com a Coca-Cola vai durar dez anos. "Além do aporte financeiro, haverá também um aporte logístico que deve ser acertado nos próximos 40 dias", disse Vicente. Por esse acordo, a fundação também contribuiria com a instalação de bibliotecas, laboratórios e salas de informática. Vicente esteve em Atlanta na semana passada após uma série de contatos iniciados no ano passado, por meio da Rainbow Push - criada pelo senador americano Jesse Jackson, veterano ativista do movimento negro nos EUA. Professores - O projeto da faculdade já conta com mais de uma dezena de parceiros. Entre eles, a Universidade Paulista (Unip) e as Universidades Metodistas de Piracicaba e de São Bernardo, que, segundo Vicente, contribuirão com a contratação de professores. O Centro Paula Souza ajudará a estruturar a faculdade, afirmou. Com as parcerias, a Afrobras quer que as mensalidades sejam "ínfimas", para permitir a inserção de uma camada de estudantes que está fora do ensino superior. Dos cerca de 1 milhão de universitários brasileiros, apenas cerca de 2% são negros. (Folha de S. Paulo - 13/05/03) |
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