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A Unesp (Universidade Estadual Paulista) criou mais 13 cursos de graduação, que oferecerão um total de 500 vagas no Vestibular 2002. O curso de ciências biológicas, que será implantado em São Vicente, vai contar com recursos do Orçamento do Estado, segundo o pró-reitor Garcia. A USP (Universidade de São Paulo) confirmou a criação de sete cursos. Leia mais
O ministro da educação Paulo Renato Souza esteve ontem (12/07) em São Paulo. Segundo ele, a idéia de haver centros universitários com a liberdade de criar e fechar cursos é boa, mas é preciso avaliar esses centros e tomar medidas quando houver resultados negativos. "Vamos depurar aqueles que devem perder a autonomia", disse o ministro. Leia mais
A Unesp (Universidade Estadual Paulista) criou mais 13 cursos de graduação, que oferecerão um total de 500 vagas no Vestibular 2002. Wilson Galhego Garcia, pró-reitor de graduação, disse que esses cursos, cuja maioria será ministrada à noite, vão atender demandas regionais que foram detectadas pela universidade. Um deles -o de ciências biológicas, com habilitação em gerenciamento costeiro e biologia marinha, que será implantado em São Vicente- vai contar com recursos do Orçamento do Estado, "por causa de sua importância", segundo o pró-reitor Garcia. No total, o número de vagas da Unesp vai subir para 5.525. Atualmente, a universidade tem 82 cursos de graduação e cerca de 24 mil estudantes. São 24 unidades, instaladas em 16 cidades. A USP (Universidade de São Paulo) confirmou a criação de sete cursos de graduação, que vão oferecer 145 vagas. Além disso, o estudante que for aprovado para a Faculdade de Engenharia de São Carlos poderá optar por uma especialização em engenharia de petróleo. Cláudio Possani, assessor da pró-reitoria de graduação, afirma que até o final deste mês, quando termina o prazo para a criação de cursos que serão oferecidos no Vestibular 2002, o Conselho Universitário da USP deverá anunciar outro aumento de vagas. A universidade pretende oferecer, já no próximo vestibular, cursos de farmácia, relações internacionais, matemática aplicada e computacional, música e gestão ambiental, que não existem. A USP tem atualmente 162 cursos de graduação, que são frequentados por 39.155 alunos. A Unicamp também deixou para o final do mês a decisão sobre as suas novidades para o vestibular. O Conselho Universitário se reúne no dia 31. Angelo Cortelazzo,
pró-reitor de graduação, disse que existe uma proposta
para que haja pelo menos 300 novas vagas, que vão depender da aprovação
de recursos complementares. (Folha de S. Paulo)
A questão dos centros universitários não é tratada como um problema no Ministério da Educação. Foi o que disse ontem o ministro Paulo Renato Souza, que esteve em São Paulo para participar do programa Note e Anote da TV Record, onde preparou arroz-de-carreteiro, com receita própria. "A idéia de haver centros universitários com a liberdade de criar e fechar cursos é boa." Segundo ele, a preocupação do ministério é avaliar esses centros e tomar medidas quando houver resultados negativos. Os centros universitários começaram a ser autorizados em 1997 e surgiram como uma alternativa às universidades. Atualmente, há 160 mil alunos matriculados nesse tipo de instituição. "Vamos depurar aqueles que devem perder a autonomia", afirmou Paulo Renato, referindo-se à portaria, publicada no Diário Oficial da União terça-feira, que pretende acabar com a autonomia das instituições que tiverem a maioria de seus cursos com notas D ou E no Exame Nacional de Cursos, o Provão. Conforme noticiou o Estado ontem, apenas 4,1% dos centros universitários tiveram conceitos A no Provão entre 1997 e 2000. Mais de 30% deles receberam notas D ou E e 47,8% tiveram C. "Se olharmos a distribuição de conceitos, metade dos centros está dando certo. A outra metade precisamos ver como está indo", disse o ministro. Sobre a exigência de apenas 20% dos professores de centros universitários serem mestres ou doutores, o ministro também não vê problemas. Segundo ele, como o ensino dos centros se concentra nas áreas profissionalizantes, a experiência profissional passa a ser mais importante do que a titulação acadêmica. (O Estado de S. Paulo) |
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