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Cresce o número de bolsas de estudo para homossexuais Os Estados Unidos ampliaram o número de bolsas universitárias para alunos homossexuais. Segundo o presidente da Rede de Educação de Gays, "as bolsas são oferecidas porque os jovens homossexuais não podem contar com pessoas que normalmente os apoiariam, como seus pais". Leia mais.
Cresce o número de bolsas de estudo para homossexuais Como muitos alunos de terceiro ano do segundo grau, Galen Newton de Des Moines sabia que pagar a faculdade neste outono seria um desafio. Entretanto, uma parte significativa das mensalidades de sua faculdade foi paga por uma bolsa de estudos concedida a ele por causa de sua orientação sexual e seu envolvimento com a comunidade homossexual. Newton, 18, calouro da Universidade de Iowa, foi um dos três laureados com a bolsa Matthew Shepard em Iowa. Enquanto o prêmio é novo no estado, bolsas similares estão disponíveis há décadas em lugares como Flórida, Califórnia, Colorado, Michigan, Nova York, Washington e outros. A oposição a essas bolsas está crescendo, de grupos que promovem a noção de que a homossexualidade é imoral. As bolsas para gays e lésbicas, entretanto, estão lentamente atraindo candidatos, na medida em que mais moças e rapazes revelam publicamente sua orientação sexual e tornam-se ativistas em busca de reconhecimento e apoio de outros. "Esta é uma pequena parte de uma mudança muito maior na comunidade homossexual", disse Kevin Jennings, fundador e diretor da Rede de Educação de Gays, Lésbicas e Heterossexuais em Nova York. "Isto era impensável quando eu estava cursando a faculdade, há 15 anos. Agora, não queremos que a próxima geração tenha que passar pelo que passamos. Eles devem ter a mesma oportunidade de cursarem uma faculdade ao invés de viverem com vergonha e medo". De fato, muitos campi universitários estão procurando dar mais conforto aos alunos homossexuais. A Universidade de Pensilvânia, por exemplo, anunciou em outubro uma doação de US$ 2 milhões (pouco mais de R$ 3,9 milhões) de um casal gay que se conheceu na Universidade há 17 anos. A doação, uma das maiores do tipo, irá para um centro estudantil homossexual. As bolsas para gays e lésbicas estão sendo oferecidas por uma variedade de organizações sem fins lucrativos, indivíduos e algumas escolas. "Freqüentemente essas bolsas são oferecidas porque os jovens homossexuais não podem contar com pessoas que normalmente os apoiariam, como seus pais", disse Jennings. Alguns ainda são marginalizados por suas famílias e outras pessoas, dificultando a assistência financeira para a faculdade. Também existe o caso de alunos mais velhos, com parceiros de mesmo sexo, que não têm acesso total aos benefícios matrimoniais ou outras vantagens financeiras. "Esses jovens têm uma experiência desvantajosa, tendo que lidar com assédios e descriminação e uma hostilidade generalizada", acrescentou. "Não necessariamente eles chegam (à universidade) trazendo no currículo a presidência do corpo estudantil ou outras experiências de segundo grau que garantem bolsas de estudo". Charles Gavin Rember, aluno de 19 anos de faculdade em Denver, disse que teve muitas dificuldades no segundo grau ao aceitar sua sexualidade ainda jovem. "Não me saí muito bem academicamente na escola, mas ser gay ajudou na faculdade", disse Rember. Ele acrescentou que muitas escolas não consideravam conquistas como, "Fundou a aliança de alunos homossexuais". Pelo contrário, contou que o que as bancas perguntavam era, "Se a garota era chefe da equipe de animação da escola ou se o rapaz jogava no time principal da escola". Rember recebeu uma bolsa de Fundação Gill em grande parte porque, aos 16 anos, aluno de segundo grau no centro de Denver, fundou uma Aliança de Liderança Homossexual/Heterossexual, a primeira aliança de homo e heterossexuais nas escolas públicas de Denver. Ele disse que, na época em que se sentiu pronto para assumir sua sexualidade publicamente, não conhecia ninguém homossexual em sua escola. A Fundação Gill, uma instituição privada, deu a Rember US$ 4.000 (cerca de R$ 7.800) por ano para freqüentar a Universidade de Denver. Ela é cautelosa, no entanto, afirmando que a bolsa não é concedida pela orientação sexual do indivíduo, mas sim por seu ativismo na comunidade homossexual e bissexual. A fundação, localizada em Denver, foi criada por Tim Gill, fundador da Quark Inc., empresa de software de publicações. A fundação, que apóia atividades homossexuais filantrópicas, utiliza uma abordagem incomum em suas bolsas: Ela requer que as escolas participantes tenham ou criem uma política de não-descriminação, inclusive quanto à orientação sexual. As escolas também precisam documentar evidências de que "aprovam um campus de lésbicas, gays e bissexuais", oferecendo benefícios a parceiros domésticos de mesmo sexo e atividades organizadas no campus. Entretanto, uma exceção já foi feita para a Universidade de Colorado, que não têm essas políticas. As bolsas são limitadas a alunos do Colorado de graduação, e cada escola determina a média mínima de pontos necessária e os critérios de serviço comunitário. Um programa piloto foi iniciado na Universidade de Denver, há três anos, e expandirá para outras seis faculdades do Colorado no ano que vem. No primeiro ano piloto na Universidade de Denver a bolsa teve três concorrentes, no atual ano escolar, teve 12. Cada escola recebe US$ 2.000 da Fundação Gill e deve desembolsar a mesma quantidade de dinheiro ao mesmo aluno, outro aluno, ou a um fundo de bolsas. O projeto deve continuar até o ano escolar de 2007-8, e poderá dar aos alunos homossexuais US$ 384.000 (cerca de R$) neste período. (The New York Times) |
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